Senador AmaralMG

6.458 habitantes · IBGE 3165578

IA

Resumo socioambiental

Senador Amaral/MG apresenta em 2022 cobertura de água de apenas 48,9%, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do valor de Minas Gerais (84,3%), colocando o município no percentil 19 — situação agravada pela queda de -27,8% em relação à série histórica, que já partiu de patamares medianos (67,7% em 2008) e vem se deteriorando desde então. Em contraste, a perda de água na distribuição é relativamente controlada, em 14,9% (2022), abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), indicando que o problema de cobertura não decorre de ineficiência técnica da rede, mas provavelmente de expansão insuficiente do sistema frente à demanda populacional.

Na coleta de esgoto, o município se destaca positivamente com 100,0% (2021), superando a mediana nacional (87,8%) e a UF (85,0%), no percentil 100. Entretanto, esse resultado é neutralizado por um dado crítico: o tratamento de esgoto é de 0,0% em toda a série histórica (2012–2022), enquanto a mediana nacional já alcança 37,7% e a UF 44,5%. Ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que representa um passivo ambiental relevante e contradiz a aparente boa cobertura de coleta — um alerta para investimentos prioritários em estações de tratamento.

Quanto a resíduos sólidos, os domicílios com coleta caíram de 86,6% (2010) para 77,1% (2022), variação de -11,0%, ficando próximo da mediana nacional (76,9%) mas distante da UF (86,1%). O destino inadequado de resíduos também recuou significativamente, de 13,4% para 5,8% no mesmo período (-56,5%), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo da UF (7,4%). Essa melhora na destinação, contudo, não se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 22,7% entre 2010 e 2024 (de 2.452 para 3.008 tCO₂e), sugerindo aumento no volume gerado mesmo com destinação mais adequada.

No balanço geral de emissões de GEE, o município reduziu 52,1% suas emissões totais desde 2010, chegando a 36.765 tCO₂e em 2024 — bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 15. Chama atenção, porém, o crescimento expressivo das emissões de energia, que mais que dobraram (+118,3%) no período, passando de 6.347 para 13.853 tCO₂e, tendência que merece monitoramento para não comprometer os ganhos obtidos em outras frentes. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, sem indicação de risco hidrológico extremo nesse recorte.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

56.4%

2024

27
5.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

93.6%

2024

88
6.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

19.7%

2024

76
9.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.1%

2022

50
11.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.8%

2022

72
56.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

36.765 tCO₂e

2024

85
52.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.008 tCO₂e

2024

75
22.7% no período

Emissões de energia

SEEG

13.853 tCO₂e

2024

56
118.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.