Senador CortesMG

2.319 habitantes · IBGE 3165602

IA

Resumo socioambiental

Senador Cortes/MG apresenta quadro socioambiental misto, com avanços em coleta e destinação de esgoto contrastando com retrocesso relevante no abastecimento de água e ausência total de tratamento de esgoto. A cobertura de água caiu para 68,3% em 2022, após ter atingido 100% entre 2017 e 2020 — uma queda expressiva que posiciona o município abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), no percentil 40. Em contrapartida, a coleta de esgoto está em 93,5% (2021), acima da mediana nacional (87,8%) e do estado (85,0%), no percentil 56. O ponto crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde o início da série (2010), bem distante da mediana nacional (37,7%) e mineira (44,5%): o município coleta o esgoto mas não o trata, indicando lançamento in natura no ambiente.

Do lado dos domicílios, o indicador de destino inadequado de resíduos caiu de 20,8% (2010) para 7,5% (2022), redução de 63,9%, ficando próximo do percentil da UF (7,4%) e melhor que a mediana nacional (14,9%). A perda de água, por sua vez, zerou em 2022 após oscilações históricas expressivas (chegou a 74,2% em 2016), superando favoravelmente a mediana nacional (29,9%) e estadual (35,0%) — embora a queda abrupta mereça verificação quanto à consistência dos dados informados ao SNIS.

Nas emissões de GEE, o município é muito pequeno emissor em termos absolutos: 17.562 tCO₂e em 2024, queda de 9,9% frente a 2010, e no percentil 7 nacional, muito abaixo da mediana (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos caíram 48,1% desde 2010, para 1.478 tCO₂e, coerentes com a melhoria observada no destino inadequado de domicílios. Já as emissões de energia cresceram 71% no período, para 1.478 tCO₂e, sinalizando maior consumo energético, ainda que em nível absoluto irrisório frente ao padrão nacional (percentil 4).

Em síntese, o principal desafio de Senador Cortes é a lacuna entre coleta e tratamento de esgoto, que compromete a qualidade dos corpos hídricos, somada à reversão recente na cobertura de água potável, que exige atenção prioritária dos gestores. As emissões de GEE seguem em nível baixo e com trajetória de queda, indicando que o desempenho ambiental do município é positivo nesse eixo, contrastando com as fragilidades estruturais do saneamento básico.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

82.5%

2024

64
24.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

82.5%

2024

73
17.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

11.0%

2024

93
79.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.2%

2022

56
1.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.5%

2022

67
63.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

17.562 tCO₂e

2024

93
9.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.478 tCO₂e

2024

94
48.1% no período

Emissões de energia

SEEG

1.478 tCO₂e

2024

96
71.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.