Senador Elói de SouzaRN
6.007 habitantes · IBGE 2413102
Resumo socioambiental
Senador Elói de Souza apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos no abastecimento de água, mas fragilidades relevantes em saneamento de resíduos e perdas hídricas. A cobertura de água atingiu 96,0% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (79,8%), posicionando o município no percentil 79 do país — resultado de forte evolução desde 2008 (42,7%), quando o índice praticamente dobrou até 2017. Em contraste, a perda de água chegou a 68,2% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e muito superior à média do RN (46,1%), colocando o município no percentil 96 (entre os piores do Brasil). Essa combinação sugere que, embora a rede tenha se expandido com sucesso, a gestão operacional do sistema apresenta ineficiências crescentes, já que as perdas voltaram a subir após queda registrada em 2017 (36,4%).
No manejo de resíduos sólidos, a cobertura de coleta domiciliar é de 58,3% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do RN (86,4%), no percentil 24. O destino inadequado de resíduos caiu de 49,4% (2010) para 27,2% (2022), avanço importante, mas ainda quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e do estado (9,3%), no percentil 70. Essa lacuna em coleta e destinação adequada ajuda a explicar o aumento de 27,2% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (2.409 para 3.065 tCO₂e), tendência oposta à queda observada nas emissões totais do município.
As emissões totais de GEE somaram 15.054 tCO₂e em 2024, com redução de 16,8% desde 2010, valor muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e) e ínfimo frente ao total do RN, situando o município no percentil 6 — ou seja, entre os menores emissores do país. As emissões de energia cresceram 14,9% no período, acompanhando padrão nacional de expansão do consumo, mas seguem em nível baixo (percentil 12). Já os registros de eventos climáticos de 2016 (1 cheia e 10 secas) indicam exposição a estiagens, cenário que reforça a necessidade de atenção às perdas de água, dado o risco de escassez hídrica combinado à baixa eficiência do sistema de distribuição.
Em síntese, o município avançou consideravelmente na universalização do abastecimento de água e na redução de destinação inadequada de resíduos, mas enfrenta desafios estruturais em perdas hídricas e cobertura de coleta de resíduos, áreas que devem ser priorizadas em investimentos futuros para consolidar os ganhos ambientais já obtidos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
46.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
63.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
58.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
27.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
15.054 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.065 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.129 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
10
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
