Senador José PorfírioPA

24.441 habitantes · IBGE 1507805

IA

Resumo socioambiental

Senador José Porfírio/PA apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços pontuais em abastecimento de água convivendo com deficiências graves em coleta de resíduos sólidos e esgotamento. A cobertura de água atingiu 78,1% em 2020, crescimento expressivo de +56,0% desde 2014, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (55,0%). A perda de água, embora ainda elevada em 55,6% (2020), recuou -4,7% no período, mas permanece muito acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,5%), indicando ineficiência operacional relevante no sistema de distribuição.

O ponto mais crítico do município é a gestão de resíduos sólidos domiciliares. A coleta de lixo atende apenas 32,9% dos domicílios (2022), com queda de -24,5% desde 2010 — um retrocesso preocupante —, posicionando o município no percentil 4 nacional, muito abaixo da mediana do país (76,9%) e da UF (71,0%). Como consequência direta, o destino inadequado de resíduos atinge 64,3% dos domicílios (2022), alta de +13,9% na década, colocando Senador José Porfírio no percentil 98 nacional (mediana Brasil: 14,9%; UF: 23,2%). Essa combinação de queda na coleta e aumento do descarte inadequado se reflete no crescimento das emissões de resíduos, que saltaram +143,7% entre 2010 e 2024, atingindo 9.470 tCO₂e, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

Em emissões totais de GEE, o município registrou 2.736.757 tCO₂e em 2024, com recuo de -7,2% frente a 2010, mas ainda distante do pico histórico de mais de 20 milhões de tCO₂e em 2019 — padrão típico de emissões associadas a mudanças de uso da terra na Amazônia. O percentil 96 nacional evidencia que o município figura entre os maiores emissores do país, embora muito abaixo do total da UF (354,5 milhões de tCO₂e). Já as emissões de energia caíram -71,2% desde 2010, para 13.210 tCO₂e, ficando abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sinalizando que o problema ambiental do município está concentrado no uso da terra e nos resíduos, não na matriz energética.

Quanto a recursos hídricos, os dados disponíveis são limitados: houve 1 registro de cheia em 2016 (percentil 76 na UF) e nenhuma seca registrada no mesmo ano. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000), embora superior à média estadual (2,861), sugerindo vulnerabilidade moderada que merece monitoramento contínuo diante da pressão combinada de saneamento deficiente e alta emissão de GEE por uso do solo.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

78.1%

2020

56.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

55.6%

2020

4.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

32.9%

2022

4
24.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

64.3%

2022

2
13.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

2.736.757 tCO₂e

2024

4
7.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.470 tCO₂e

2024

36
143.7% no período

Emissões de energia

SEEG

13.210 tCO₂e

2024

58
71.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.