SengésPR

17.344 habitantes · IBGE 4126306

IA

Resumo socioambiental

Sengés/PR apresenta em 2024 indicadores de saneamento superiores à mediana nacional, embora ainda abaixo da média do Paraná. A cobertura de água atinge 83,5%, acima da mediana brasileira de 73,2% (percentil 66), mas inferior aos 89,5% do estado. A coleta de esgoto chegou a 73,1%, com forte avanço de +30,4% desde 2009, superando a mediana nacional (59,9%) e aproximando-se do patamar estadual (82,9%). O tratamento de esgoto, em 69,8%, destaca-se ainda mais: está bem acima da mediana do país (33,3%, percentil 76), embora o município conte com apenas 1 ETE registrada (2020), igual à mediana nacional mas muito distante das 279 unidades típicas do Paraná. A perda de água na distribuição, de 21,5%, é ponto de atenção pela trajetória ascendente desde 2014 (13,7%), mas ainda assim está abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média estadual (29,0%).

No recorte domiciliar do Censo, a coleta de resíduos alcança 87,3% (2022), acima da mediana nacional (76,9%), com queda expressiva do destino inadequado de resíduos, de 14,6% para 8,9% entre 2010 e 2022 (-39%). Ainda assim, esse índice permanece acima do valor de referência do Paraná (5,6%), indicando que persiste uma parcela de domicílios sem manejo adequado, o que pode pressionar as emissões de resíduos, que cresceram +18% desde 2010 e chegaram a 10.953 tCO₂e em 2024 — bem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

As emissões totais de GEE do município somaram 281.271 tCO₂e em 2024, com recuo de 36,6% frente a 2010, mas ainda no percentil 68 nacional. O setor de energia é o principal responsável pela pressão de emissões, com salto de +72,2% no período e 88.877 tCO₂e em 2024, muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), possivelmente associado à expansão da potência hidráulica instalada, que dobrou desde 2021 (10 MW). Já a geração por biomassa permanece estagnada em 3 MW desde 2019, abaixo da mediana nacional (5 MW) e do potencial do estado.

Em síntese, Sengés evoluiu de forma consistente em coleta e tratamento de esgoto, com desempenho acima da mediana nacional, mas enfrenta desafios crescentes em perdas de água e emissões associadas a energia e resíduos. Os registros de eventos hidrológicos (1 cheia em 2016, nenhuma seca) sugerem baixa exposição recente a extremos climáticos, mas o cenário de emissões crescentes no setor energético requer monitoramento para sustentar os ganhos ambientais já obtidos no saneamento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

83.5%

2024

66
0.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

73.1%

2024

62
30.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

69.8%

2024

76
37.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

21.5%

2024

71
14.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.3%

2022

71
2.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.9%

2022

64
39.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

13 MW

HidráulicaBiomassa

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

10 MW

2024

51
106.7% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

281.271 tCO₂e

2024

32
36.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.953 tCO₂e

2024

31
18.0% no período

Emissões de energia

SEEG

88.877 tCO₂e

2024

20
72.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.