Senhora do PortoMG
3.088 habitantes · IBGE 3166105
Resumo socioambiental
Senhora do Porto/MG apresenta um quadro de saneamento básico crítico e distante da média nacional. A cobertura de água atinge apenas 36,4% dos domicílios em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 9 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, com estagnação evidente desde 2008. A coleta de esgoto também é insuficiente: 54,9% dos domicílios são atendidos, ante mediana nacional de 76,9%, e o destino inadequado de dejetos ainda atinge 40,9% dos domicílios, quase três vezes a mediana do Brasil (14,9%) e cinco vezes a média de MG (7,4%), colocando o município no percentil 86 desse indicador negativo. Por outro lado, houve avanço real na redução do destino inadequado (-33,7% desde 2010) e na ampliação da coleta (+43,4%), embora os patamares finais permaneçam insatisfatórios.
Um ponto positivo é a perda de água na distribuição, que caiu para 22,6% em 2022, abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (35,0%), situando o município no percentil 30 (melhor que a maioria). Contudo, a série mostra oscilação recente, com alta em relação a 2021 (15,3%), sinalizando possível deterioração da gestão operacional do sistema, que merece monitoramento, especialmente considerando a baixíssima cobertura de água ainda vigente.
As emissões de GEE cresceram de forma acentuada, passando de 75.489 tCO₂e em 2010 para 533.349 tCO₂e em 2024 (+606,5%), superando amplamente a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e posicionando o município no percentil 81 — entre os mais emissores do país, provavelmente por atividades de uso do solo ou agropecuária, já que as emissões de energia (1.517 tCO₂e) e resíduos (1.795 tCO₂e) são comparativamente baixas frente à mediana nacional (18.929 e 6.191 tCO₂e, respectivamente). É digno de nota que as emissões de resíduos cresceram 45,1% desde 2010, movimento coerente com a ampliação da coleta domiciliar, mas ainda em patamar reduzido frente ao país (percentil 9).
Em síntese, o município enfrenta um dos piores cenários de saneamento do Brasil, com déficit estrutural de acesso à água e esgotamento sanitário, ao mesmo tempo em que suas emissões totais de GEE cresceram substancialmente, exigindo atenção prioritária dos gestores para investimentos em infraestrutura de saneamento e ações de mitigação climática, sobretudo relacionadas ao uso da terra.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
40.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
16.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
54.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
40.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
533.349 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.795 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.517 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
