SeritingaMG

1.864 habitantes · IBGE 3166402

IA

Resumo socioambiental

Seritinga/MG apresenta indicadores de saneamento e emissões relativamente favoráveis em comparação ao restante do país, embora com um ponto crítico no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 86,0% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 70. A coleta de esgoto, também em 86,0% (2024), supera a mediana nacional (59,9%) e o percentil estadual (78,2%), mas revela uma queda expressiva de -14,0% frente à cobertura histórica de 100% mantida entre 2009 e 2021 — sinal de possível deterioração ou mudança metodológica na série que merece investigação local. O dado mais preocupante é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% durante toda a série (2010-2024), abaixo da mediana nacional (33,3%) e do percentil mineiro (44,6%), indicando que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento — o que pode explicar, ao menos parcialmente, o comportamento das emissões de resíduos.

As emissões de GEE totais somaram 24.822 tCO₂e em 2024, com queda de -8,6% em relação ao ano anterior, situando o município no percentil 9 nacional (bem abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e) — reflexo do pequeno porte populacional (~1.864 habitantes). Entretanto, as emissões de resíduos cresceram +26,6% desde 2010, atingindo 1.384 tCO₂e em 2024, movimento que contrasta com a queda geral das emissões totais e reforça a hipótese de que a ausência de tratamento de esgoto e a gestão de resíduos sólidos são os principais vetores de pressão ambiental crescente no município, mesmo com participação marginal nas emissões estaduais e nacionais.

Do ponto de vista domiciliar, o Censo 2022 mostra melhora relevante: cobertura de coleta de resíduos em 88,9% (+6,7% desde 2010) e destino inadequado de domicílios caindo para 8,2% (redução de -50,7% desde 2010), embora ainda acima do índice mineiro (7,4%). A perda de água na distribuição é baixa, 3,0% em 2024, muito inferior à mediana nacional (29,1%) e ao valor de Minas Gerais (35,8%), posicionando Seritinga no percentil 1 — um dos melhores desempenhos do país nesse quesito, o que indica gestão eficiente da rede hídrica. Em síntese, o município combina bons indicadores de acesso a água e baixas perdas com uma lacuna estrutural grave no tratamento de esgoto, que deve ser prioridade de investimento para evitar impactos ambientais cumulativos, especialmente diante do crescimento das emissões de resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

86.0%

2024

70
3.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

86.0%

2024

77
14.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

3.0%

2024

99

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.9%

2022

75
6.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.2%

2022

66
50.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

24.822 tCO₂e

2024

91
8.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.384 tCO₂e

2024

95
26.6% no período

Emissões de energia

SEEG

4.683 tCO₂e

2024

80
0.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.