Serra BrancaPB

14.075 habitantes · IBGE 2515500

IA

Resumo socioambiental

Serra Branca/PB apresenta quadro socioambiental preocupante, marcado pela deterioração do saneamento básico e aumento das emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água caiu de forma acentuada para 50,7% em 2024, retração de -32,5% frente à série histórica, ficando abaixo da mediana nacional (73,2%) e também da UF (59,5%), no percentil 21 — ou seja, entre os piores do país. A perda de água, por sua vez, subiu para 37,3% em 2024 (+64,7% na série), superando a mediana nacional (29,1%), embora ainda esteja abaixo do patamar da UF (41,7%). Esse cenário indica ineficiência operacional crescente no sistema de abastecimento, com perdas físicas relevantes coincidindo com queda de cobertura.

No esgotamento sanitário, a coleta atingiu 100,0% em 2020, salto expressivo frente aos 24,4% de 2016, mas o tratamento permanece em 0,0% desde então, contra mediana nacional de 33,3% e da UF de 47,7%. Esse descompasso — coletar sem tratar — sugere que o esgoto captado é despejado sem tratamento, com risco direto à qualidade dos corpos hídricos e à saúde pública. Os dados censitários reforçam a fragilidade: apenas 64,0% dos domicílios (2022) têm coleta adequada, abaixo da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos domiciliares chega a 27,3%, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), posicionando o município no percentil 70 (piores condições).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 70.205 tCO₂e em 2024, alta de +142,6% desde 2010, embora abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, que têm relação direta com a deficiência do saneamento, cresceram +43,9% no período, atingindo 6.738 tCO₂e em 2024, já acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) — evolução coerente com a piora simultânea da cobertura de esgoto tratado e do destino inadequado de resíduos. As emissões de energia, de 16.280 tCO₂e, seguem próximas da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Quanto a eventos hidrológicos extremos, não há registros de cheias em 2016, mas a seca observada soma 18 registros no mesmo ano, situando o município no percentil 98 da UF quanto à exposição à seca — reforçando a vulnerabilidade climática da região semiárida. Em síntese, Serra Branca combina retrocesso no abastecimento de água, ausência total de tratamento de esgoto e aumento de emissões ligadas a resíduos, cenário que demanda investimento prioritário em infraestrutura sanitária e gestão de perdas hídricas.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.7%

2024

21
32.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2020

310.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2020

Perda de água

SNIS/SINISA

37.3%

2024

33
64.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

64.0%

2022

31
7.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.3%

2022

30
11.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

70.205 tCO₂e

2024

70
142.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.738 tCO₂e

2024

47
43.9% no período

Emissões de energia

SEEG

16.280 tCO₂e

2024

53
12.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

18

2016

2
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.