Serra do RamalhoBA

36.119 habitantes · IBGE 2930154

IA

Resumo socioambiental

Serra do Ramalho/BA apresenta um quadro socioambiental marcado por avanços expressivos no abastecimento de água, mas déficits críticos em manejo de resíduos sólidos e esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 93,5% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 76 do país — resultado de uma trajetória consistente desde 2013 (54,5%). A perda de água, de 21,1% em 2022, também é favorável em termos comparativos, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), embora tenha oscilado nos últimos anos após queda acentuada em 2020-2021.

O mesmo padrão positivo não se repete na gestão de resíduos e esgoto. A coleta domiciliar de lixo alcançou apenas 33,5% em 2022, menos da metade da mediana nacional (76,9%) e muito distante da média estadual (69,0%), colocando o município no percentil 5 — entre os piores do país nesse quesito. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos afeta 61,7% dos domicílios, mais de quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e a mediana estadual (17,1%), situando Serra do Ramalho no percentil 98 nacional. Apesar da melhora histórica (81,0% em 2010), o ritmo de redução é insuficiente frente ao padrão nacional. A existência de apenas 1 ETE (2020), embora compatível com a mediana nacional para municípios de porte semelhante, é claramente insuficiente diante do baixo índice de coleta de resíduos, reforçando um cenário de infraestrutura sanitária frágil que pode comprometer os ganhos obtidos no abastecimento de água.

No campo climático, as emissões totais de GEE cresceram 148,8% entre 2010 e 2024, atingindo 478.584 tCO₂e — valor muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 79. As emissões de resíduos, com alta de 52,6% no período (16.171 tCO₂e em 2024), estão diretamente relacionadas à deficiência da coleta e destinação inadequada de lixo, evidenciando que os problemas de saneamento se traduzem em impacto climático mensurável. As emissões de energia também mais que dobraram (+142,4%), somando 29.225 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas foram identificados 10 registros de seca no mesmo ano, indicando maior exposição à estiagem que corrobora o percentil 86 estadual para esse indicador. Em síntese, o município exibe um paradoxo: performance acima da média nacional em abastecimento de água, mas déficits severos em coleta de resíduos e destinação de esgoto, que alimentam o crescimento contínuo das emissões de GEE — sinalizando a urgência de investimentos articulados em saneamento básico como estratégia integrada de mitigação climática e melhoria da qualidade de vida.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

90.7%

2024

78
66.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

29.1%

2024

22
0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

28.2%

2024

47
0.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.7%

2024

81

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

33.5%

2022

5
76.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

61.7%

2022

2
23.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

478.584 tCO₂e

2024

21
148.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.171 tCO₂e

2024

21
52.6% no período

Emissões de energia

SEEG

29.225 tCO₂e

2024

41
142.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

10

2016

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.