Serra DouradaBA

17.580 habitantes · IBGE 2930303

IA

Resumo socioambiental

Serra Dourada/BA apresenta quadro socioambiental preocupante em saneamento básico, com indicadores substancialmente abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu 48,8% em 2024, muito aquém da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 19 — entre os piores do país nesse quesito. Chama atenção que a série histórica mostra retrocesso: o município chegou a 69,4% em 2018, mas sofreu queda abrupta para 43,6% em 2020, patamar do qual ainda não se recuperou plenamente. Paralelamente, a perda de água na distribuição chegou a 31,5% em 2024, acima da mediana nacional (29,1%), indicando ineficiência operacional que compromete ainda mais a already limitada cobertura.

O cenário de esgotamento sanitário é crítico. Apenas 48,3% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), contra mediana nacional de 76,9% e média estadual de 69,0% (percentil 13). Mais grave é o indicador de destino inadequado de dejetos, que atinge 50,8% dos domicílios — quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e muito acima da média baiana (17,1%), colocando o município no percentil 93, ou seja, entre os piores 7% do Brasil. Essa deficiência sanitária dialoga diretamente com as emissões de resíduos, que somaram 7.519 tCO₂e em 2024 (variação de +25,3% desde 2010), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo o tratamento inadequado de dejetos e resíduos sólidos como fonte persistente de gases de efeito estufa.

As emissões totais de GEE do município somaram 357.951 tCO₂e em 2024, com alta de 44,6% desde 2010 e oscilações expressivas no período (pico de 460.300 tCO₂e em 2021), posicionando Serra Dourada no percentil 74 nacional — acima da mediana (138.513 tCO₂e). Destaca-se o crescimento acentuado das emissões de energia, que saltaram de 6.340 tCO₂e (2010) para 15.539 tCO₂e (2024), alta de 145,1%, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Os registros de eventos hidrológicos disponíveis (2016) indicam ausência de cheias registradas e 2 ocorrências de seca, dado pontual que não permite avaliação de tendência recente.

Em síntese, o município demanda atenção prioritária em investimentos de saneamento básico — tanto em ampliação de cobertura de água e esgoto quanto em redução de perdas na distribuição —, dado que as deficiências nessas áreas têm reflexo direto nas emissões de resíduos e no bem-estar da população. A combinação de baixa cobertura sanitária com alto percentual de destinação inadequada de dejetos representa risco à saúde pública e ao meio ambiente que exige ação coordenada entre poder público municipal e estadual.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

48.8%

2024

19
3.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

31.5%

2024

44
57.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

48.3%

2022

13
19.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

50.8%

2022

7
14.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

357.951 tCO₂e

2024

26
44.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.519 tCO₂e

2024

43
25.3% no período

Emissões de energia

SEEG

15.539 tCO₂e

2024

54
145.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.