Serra Negra do NorteRN
7.801 habitantes · IBGE 2413409
Resumo socioambiental
Serra Negra do Norte/RN apresenta em 2024 um quadro de saneamento em deterioração acentuada, com destaque para a queda expressiva da cobertura de água, que recuou de 98,1% em 2023 para 73,1% em 2024 (variação de -5,6% no período analisado), ficando praticamente no mesmo patamar da mediana nacional (73,2%) e da UF (75,1%). O indicador mais crítico, no entanto, é a perda de água na distribuição, que saltou para 41,2% em 2024 — alta de 75,4% frente ao início da série —, superando a mediana nacional (29,1%) e aproximando-se do já elevado patamar do Rio Grande do Norte (40,7%, percentil 74). Esse salto de perdas coincide com a queda abrupta da cobertura de água no mesmo ano, sugerindo problemas operacionais ou de medição na rede que merecem investigação prioritária pela gestão local.
No esgotamento sanitário, a coleta caiu de 100% (padrão histórico até 2021) para 70,0% em 2024, e o tratamento recuou para 59,0% em 2023, uma perda de 30,7% frente à série histórica. Apesar da queda, o município ainda supera a mediana nacional de tratamento (33,3%) e a mediana da UF (39,8%), mostrando que, mesmo em declínio, o desempenho relativo permanece acima da média regional. Por outro lado, o Censo 2022 indica que apenas 70,9% dos domicílios têm coleta de resíduos (abaixo da mediana nacional de 76,9% e do percentil 41), com 25,8% de destinação inadequada — pior que a mediana nacional (14,9%) e que o RN (9,3%), embora em melhora frente a 2010 (31,6%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE atingiram 95.468 tCO₂e em 2024, mais que dobrando desde 2010 (variação de +134,4%), impulsionadas principalmente pelo crescimento simultâneo das emissões de resíduos (4.843 tCO₂e, +73,2%) e de energia (6.867 tCO₂e, +73,0%). Ainda assim, o município permanece abaixo da mediana nacional de emissões totais (138.513 tCO₂e, percentil 39), com desempenho relativo favorável em resíduos e energia (percentis 41 e 27, respectivamente). O crescimento das emissões de resíduos acompanha a baixa cobertura de coleta e a alta taxa de destinação inadequada, reforçando a necessidade de investimentos articulados em gestão de resíduos sólidos e infraestrutura de saneamento.
Os registros históricos de eventos extremos (2016) mostram 1 ocorrência de cheia e 8 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), indicando vulnerabilidade hídrica que reforça a urgência de corrigir as perdas na rede de abastecimento. Em síntese, o município exige atenção prioritária para conter o retrocesso simultâneo em cobertura de água, perdas de distribuição e coleta de esgoto, aproveitando que seu desempenho em emissões de GEE ainda é comparativamente favorável para direcionar investimentos que evitem o agravamento futuro desse indicador.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
73.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
70.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
59.0%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
41.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
70.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
95.468 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.843 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.867 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
8
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
