Serra NegraSP

30.920 habitantes · IBGE 3551603

IA

Resumo socioambiental

Serra Negra/SP apresenta um quadro sanitário misto, com desempenho relevante no tratamento de esgoto e fragilidades na cobertura de água e coleta. O tratamento de esgoto atingiu 81,3% em 2022, bem acima da mediana nacional (37,7%) e da própria média estadual (69,6%), posicionando o município no percentil 78 — um avanço expressivo frente aos 44,2% de 2008. Em contrapartida, a cobertura de água caiu para 78,0% em 2022 (variação de -3,1% no período), ficando distante do patamar estadual (95,2%), e a coleta de esgoto recuou para 76,3% em 2021, abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (94,6%). Essa combinação sugere que o município investiu na etapa de tratamento, mas não sustentou a mesma evolução nas etapas de captação e coleta.

A perda de água na distribução é outro ponto de atenção: 22,8% em 2022, com alta acumulada de 87,7% desde 2008, embora ainda abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (32,1%). A oscilação acentuada da série (entre 10,1% e 29,1%) indica instabilidade operacional no sistema de abastecimento, o que pode explicar parte da queda na cobertura de água observada nos últimos anos. Já os indicadores de destinação domiciliar são positivos: o destino inadequado de resíduos caiu para 1,0% em 2022, empatado com a UF e muito melhor que a mediana nacional (14,9%), e a coleta domiciliar está em 89,8%, ainda que com queda de 7,2% desde 2010.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram para 83.302 tCO₂e em 2024, redução de 31,5% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Essa queda é impulsionada principalmente pelo setor de energia, que recuou 9,8% no período. Entretanto, as emissões de resíduos seguem em trajetória contrária, subindo 15,1% para 20.976 tCO₂e em 2024, valor muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), posicionando o município no percentil 84 — entre os mais impactados do país nesse setor. Esse dado reforça a necessidade de atenção à gestão de resíduos sólidos e ao tratamento de efluentes, já que a lacuna entre coleta de esgoto (76,3%) e tratamento (81,3%) sugere possível descompasso entre volume gerado e capacidade de processamento adequado, com reflexo direto nas emissões associadas.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.6%

2024

57
3.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

65.6%

2024

55
14.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

80.6%

2024

86
80.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.9%

2024

81
77.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.8%

2022

77
7.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.0%

2022

94
69.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

83.302 tCO₂e

2024

65
31.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

20.976 tCO₂e

2024

16
15.1% no período

Emissões de energia

SEEG

50.842 tCO₂e

2024

30
9.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.