SerraniaMG
7.802 habitantes · IBGE 3166907
Resumo socioambiental
Serrania/MG apresenta em 2024 uma situação sanitária consolidada e acima da mediana nacional em praticamente todos os indicadores de saneamento, ainda que com sinais recentes de leve deterioração. A cobertura de água atinge 80,3%, superior à mediana brasileira (73,2%) e próxima da média mineira (83,3%, percentil 60), mas em queda de -7,9% frente ao início da série histórica, refletindo perda de patamar desde 2014. A coleta de esgoto, em 86,0% (2024), está bem acima da mediana nacional (59,9%) e da UF (78,2%, percentil 77), com avanço de +18,2% no período, embora tenha recuado desde o pico de 99,5% em 2020-2021. O tratamento de esgoto, de 100,0% (2022), destaca-se amplamente sobre a mediana nacional (33,3%) e mineira (44,6%), indicando que o esgoto coletado é integralmente tratado — um diferencial relevante do município.
A perda de água na distribuição, de 19,4% (2024), é favorável em comparação nacional (mediana 29,1%, percentil 23), mas vem em trajetória de piora desde o mínimo de 11,8% em 2017, o que merece atenção operacional para não comprometer a eficiência do sistema. Do lado domiciliar, os dados do Censo confirmam o quadro positivo: 93,8% dos domicílios com coleta de resíduos (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,1%, percentil 88), com apenas 5,5% de destinação inadequada, bem abaixo da mediana brasileira (14,9%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 63.034 tCO₂e em 2024, com queda expressiva de -40,8% desde 2010, situando o município no percentil 27 nacional (mediana 138.513 tCO₂e) — ou seja, entre os municípios de menor emissão relativa. As emissões de resíduos, de 3.929 tCO₂e, mantêm-se estáveis (-1,2%) e coerentes com a boa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, evidenciando que a gestão de resíduos não é o principal vetor de emissões locais. As emissões de energia caíram -70,4%, para 4.924 tCO₂e, também abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Em síntese, Serrania combina indicadores sanitários sólidos — especialmente tratamento de esgoto e destinação de resíduos — com pegada de carbono comparativamente baixa frente ao Brasil e a Minas Gerais. Os pontos de atenção para a gestão são a recente reversão na cobertura de água e o aumento da perda de água desde 2017, que sinalizam necessidade de investimento em manutenção da infraestrutura para sustentar os ganhos já conquistados. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados na série disponível (2016).
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
80.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
86.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.5%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
63.034 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.929 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.924 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
