SerrinhaBA
84.428 habitantes · IBGE 2930501
Resumo socioambiental
Serrinha/BA apresenta um quadro socioambiental marcado por forte contraste entre o abastecimento de água, bastante avançado, e o saneamento de esgoto, ainda crítico. A cobertura de água atingiu 97,7% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média baiana (80,7%), posicionando o município no percentil 83 do país. As perdas de água também recuaram para 22,1% em 2022, abaixo da mediana nacional (29,9%), embora ainda distantes do melhor resultado histórico do município (19,2% em 2017). Já o esgotamento sanitário segue defasado: a coleta atingiu apenas 14,3% em 2021 (percentil 9 nacional) e o tratamento, 8,5% em 2022, ambos muito inferiores às medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente) e à média estadual. O município opera apenas 1 ETE (2020), no limite da mediana nacional, o que ajuda a explicar a estagnação do tratamento nos últimos anos.
Essa lacuna em esgotamento sanitário se reflete no indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, que caiu de 37,7% (2010) para 19,4% em 2022, mas ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a baiana (17,1%). A coleta domiciliar de resíduos, por sua vez, chegou a 76,5% em 2022, próxima da mediana nacional (76,9%), indicando que o desafio principal está mais na destinação final do que na coleta propriamente dita.
No campo climático, as emissões totais de GEE do município cresceram 44,4% entre 2010 e 2024, atingindo 257.190 tCO₂e, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 66). O destaque negativo é o setor de resíduos, cujas emissões mais que dobraram (+125,7%) no período, alcançando 39.192 tCO₂e em 2024 — percentil 92 nacional, um dos indicadores mais críticos do dossiê. Esse crescimento está coerente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e reforça a pressão sobre a gestão de resíduos sólidos e efluentes. As emissões de energia também cresceram 44,6%, atingindo 130.188 tCO₂e (percentil 85), enquanto a capacidade instalada de biomassa permanece estagnada em 720 kW desde 2015, sem acompanhar a expansão das emissões energéticas.
Em síntese, Serrinha avançou significativamente no acesso à água potável, mas o atraso estrutural em coleta e tratamento de esgoto é o principal ponto de atenção, com efeito direto no crescimento acelerado das emissões de resíduos. A ausência de novos investimentos em infraestrutura de saneamento desde 2020, combinada à estagnação da geração de energia renovável local, sugere a necessidade de priorização de recursos para expansão do tratamento de esgoto e modernização da gestão de resíduos, de modo a reverter a trajetória de aumento das emissões municipais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
99.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
9.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
7.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
13.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
76.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
19.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
720 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
257.190 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
39.192 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
130.188 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
9
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
