SerritaPE

18.759 habitantes · IBGE 2614006

IA

Resumo socioambiental

Serrita/PE apresenta um quadro de saneamento desigual, com avanços pontuais em rede mas lacunas estruturais graves na destinação final de esgoto e resíduos. A cobertura de água atingiu 65,8% em 2022, crescimento expressivo de +41,3% desde 2008, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (86,7%), posicionando o município no percentil 37. Já a perda de água é um ponto forte: apenas 1,4% em 2022, queda de 94,7% frente a 2008, situando Serrita no percentil 3 nacional (quanto menor, melhor), muito abaixo da mediana do país (29,9%) e de Pernambuco (43,5%) — indicativo de gestão eficiente da rede distribuída.

O maior alerta está no tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% em toda a série 2017-2022, apesar da coleta formal declarada em 100,0% (2021, SNIS), acima da mediana nacional (87,8%) e da UF (47,4%). Essa discrepância entre coleta e tratamento sugere que o esgoto coletado é despejado sem qualquer tratamento, o que se reflete no indicador de destino inadequado de domicílios: 53,9% em 2022 (Censo IBGE), muito acima da mediana nacional (14,9%) e do percentil 95 (pior faixa do país). A coleta de resíduos domiciliares também é insuficiente, com apenas 45,7% dos domicílios atendidos em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (76,8%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 204.177 tCO₂e em 2024, com alta de 31,5% desde 2010, mas em trajetória de queda frente ao pico de 410.042 tCO₂e em 2022; ainda assim, o município está acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 61. As emissões de resíduos cresceram de forma consistente e preocupante, +49,3% desde 2010, chegando a 11.938 tCO₂e em 2024 (percentil 71, quase o dobro da mediana nacional de 6.191 tCO₂e) — resultado coerente com a baixa cobertura de coleta e a ausência de tratamento de esgoto, que juntos apontam para deficiências no manejo de resíduos sólidos e líquidos. As emissões de energia, embora tenham mais que dobrado (+135,1%) desde 2010, permanecem abaixo da mediana nacional em 2024 (8.509 vs. 18.929 tCO₂e).

Do ponto de vista climático-hidrológico, os registros de seca (19 ocorrências em 2016, percentil 99) e de cheia (2 ocorrências, percentil 87) revelam vulnerabilidade extrema a eventos hídricos extremos, reforçando a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento e resiliência climática. Para os gestores, a prioridade imediata é destravar o tratamento de esgoto — hoje nulo — e ampliar a coleta de resíduos, medidas que reduziriam simultaneamente a poluição hídrica, as emissões do setor de resíduos e a exposição da população a riscos sanitários e climáticos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

42.8%

2024

14
6.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

76.6%

2024

65
23.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

33.1%

2024

41
128.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

45.7%

2022

11
20.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

53.9%

2022

5
13.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

204.177 tCO₂e

2024

39
31.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.938 tCO₂e

2024

29
49.3% no período

Emissões de energia

SEEG

8.509 tCO₂e

2024

68
135.1% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

19

2016

1
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.