Sete QuedasMS

11.301 habitantes · IBGE 5007703

IA

Resumo socioambiental

Sete Quedas/MS apresenta um quadro socioambiental de sinais mistos, com melhora relativa em saneamento de resíduos sólidos e emissões totais, mas retrocesso na cobertura de água e agravamento das emissões de energia e resíduos. A cobertura de água atingiu 79,9% em 2022, abaixo da série histórica (84,9% em 2008) e ligeiramente acima da mediana nacional (76,5%), mas distante da média estadual (86,0%). A perda de água, em 25,7% (2022), ficou abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (31,2%), indicando gestão de rede relativamente eficiente frente aos pares, apesar da oscilação acentuada na série histórica.

No manejo de resíduos, o município evoluiu bem: a coleta domiciliar chegou a 84,3% em 2022 (alta de 11,9 pontos desde 2010), superando a mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado caiu para 14,6%, redução de 40,9% em relação a 2010, ficando praticamente no nível da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do padrão estadual (9,8%). Esse avanço na coleta, contudo, não se traduziu em controle de emissões do setor: as emissões de resíduos subiram 66,7% desde 2010, chegando a 6.414 tCO₂e em 2024, valor próximo à mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o aumento da cobertura de coleta pode estar associado a maior geração ou disposição de resíduos com emissão de metano, sem compensação por tratamento adequado.

As emissões totais de GEE caíram 39,5% entre 2010 e 2024, recuando para 146.444 tCO₂e, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 52 do país — desempenho mediano quando comparado a outros municípios, mas positivo na trajetória temporal. Já as emissões de energia cresceram 77,2% no período, para 8.312 tCO₂e, embora permaneçam abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 32, indicando espaço de crescimento controlado frente ao padrão do país.

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheia em 2016, enquanto a seca observada registrou 2 ocorrências, valor acima da mediana nacional (0) e situado no percentil 64, sinalizando maior exposição relativa a estresse hídrico do que a inundações. Esses dados, embora restritos a um único ano, reforçam a importância de monitorar a gestão hídrica municipal em paralelo aos investimentos em redução de perdas de água já observados.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

79.7%

2024

59
3.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

12.2%

2024

91
52.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.3%

2022

65
11.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

14.6%

2022

51
40.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

146.444 tCO₂e

2024

48
39.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.414 tCO₂e

2024

49
66.7% no período

Emissões de energia

SEEG

8.312 tCO₂e

2024

68
77.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.