SetubinhaMG
10.032 habitantes · IBGE 3165552
Resumo socioambiental
Setubinha/MG apresenta um quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 50,1% em 2024, com crescimento expressivo desde 2010 (+221,8%), mas ainda distante da mediana nacional (73,2%) e da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 21 do país. A situação do esgotamento sanitário é ainda mais grave: a coleta alcançou apenas 26,2% em 2024 (percentil 20) e o tratamento não passa de 2,0%, muito aquém da mediana nacional de 33,3%. Essa carência é corroborada pelos dados censitários de 2022, que mostram 62,8% dos domicílios com destino inadequado de resíduos — quase 8,5 vezes a mediana nacional (14,9%) — colocando o município no percentil 98, entre os piores do Brasil nesse quesito.
A perda de água na distribuição, de 32,7% em 2024, supera a mediana nacional (29,1%) e reflete ineficiência operacional que compromete a ampliação da cobertura, mesmo com o avanço observado na série histórica. Essa combinação de baixa cobertura, alta perda e tratamento incipiente sugere que os investimentos em infraestrutura de saneamento não têm acompanhado o crescimento populacional nem resolvido gargalos estruturais, mantendo o município em desvantagem competitiva frente aos vizinhos mineiros.
No aspecto climático, as emissões totais de GEE somaram 498.635 tCO₂e em 2024, variação de +69,4% desde 2010, posicionando Setubinha no percentil 80 nacional — um patamar elevado para um município de pequeno porte. As emissões de resíduos, de 6.378 tCO₂e, estão próximas da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas guardam coerência com o quadro precário de destinação de resíduos domiciliares já mencionado. Já as emissões de energia cresceram significativamente (+218,9% desde 2010, atingindo 9.519 tCO₂e), embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Os registros de eventos hidrológicos de 2016 indicam vulnerabilidade climática relevante: 7 registros de cheia (percentil 99 no país) e 3 de seca (percentil 68), sinalizando exposição a extremos hídricos que reforçam a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, dado que a fragilidade sanitária tende a agravar os impactos de eventos climáticos extremos sobre a saúde pública e o meio ambiente local.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
50.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
26.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
2.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
32.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
35.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
62.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
498.635 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.378 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
9.519 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
7
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
