SidrolândiaMS
49.374 habitantes · IBGE 5007901
Resumo socioambiental
Sidrolândia apresenta um quadro de saneamento básico ainda aquém dos padrões nacional e estadual, embora em trajetória de melhora recente. A cobertura de água atingiu 68,2% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante do valor de Mato Grosso do Sul (87,8%), posicionando o município no percentil 43. A coleta de esgoto, de 30,3%, também fica abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (66,6%), situando o município no percentil 23 — o indicador mais crítico do dossiê. Em contrapartida, o tratamento de esgoto avançou expressivamente, saltando de patamares residuais até 2021 para 35,5% em 2024, superando a mediana nacional (33,3%), ainda que abaixo da UF (48,1%). Essa combinação sugere que o município vem investindo na estação de tratamento (2 ETEs registradas em 2020, percentil 89), mas o gargalo permanece na expansão da rede coletora, já que grande parte do esgoto gerado ainda não chega às estações.
A perda de água na distribuição caiu de forma consistente, de 45,8% em 2010 para 31,6% em 2024, uma redução de 31% no período, mas o valor ainda é superior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (29,4%), indicando que a eficiência operacional do sistema, embora em melhora, ainda demanda atenção. Do lado dos domicílios, o quadro é mais preocupante: apenas 67,6% possuem coleta de resíduos (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (88,2%), enquanto 31,6% dos domicílios têm destinação inadequada de resíduos, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (9,8%), colocando o município no percentil 76 desse indicador negativo. Essa fragilidade na gestão de resíduos sólidos se reflete diretamente nas emissões: as emissões de resíduos cresceram 148,1% entre 2010 e 2024, chegando a 37.464 tCO₂e, valor seis vezes superior à mediana nacional, coerente com a baixa cobertura de coleta e a destinação inadequada observada nos domicílios.
No balanço geral de gases de efeito estufa, Sidrolândia emitiu 1.391.115 tCO₂e em 2024, uma redução de 29,3% frente a 2010, resultado provavelmente puxado pela queda nas emissões de energia (-10,9% no período, com oscilações), mas o município permanece no percentil 93 nacional, refletindo o peso de sua matriz de emissões, dez vezes superior à mediana do país. A presença de 53 MW de potência instalada em biomassa, estável desde 2010, é o ponto positivo na matriz energética, com percentil 85 nacional, embora não haja indício de expansão recente dessa capacidade.
Em síntese, o município evidencia progresso real no tratamento de esgoto e na redução de perdas de água, mas enfrenta desafios estruturais na expansão da coleta de esgoto e de resíduos sólidos, com reflexo direto no aumento das emissões associadas a resíduos. A gestão territorial de destinação de resíduos (apenas 1 unidade de destinação registrada em 2023, com queda de 50% desde 2012) aparece como ponto prioritário para ação dos gestores, d
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
68.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
30.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
35.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
31.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
67.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
31.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
53 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.391.115 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
37.464 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
171.143 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
