SilveirâniaMG
2.391 habitantes · IBGE 3167301
Resumo socioambiental
Silveirânia apresenta déficit estrutural no saneamento básico, com desempenho abaixo da média nacional nos principais indicadores. A cobertura de água atingiu 64,6% em 2024, inferior à mediana nacional (73,2%) e ao patamar mineiro (83,3%), posicionando o município no percentil 38. A perda de água, embora tenha caído de 27,3% (2010) para 16,7% (2024), ainda representa desperdício relevante, mas fica em situação relativamente favorável frente ao Brasil (mediana de 29,1%, percentil 17). O ponto mais crítico é o tratamento de esgoto: 0,0% em toda a série histórica (2016-2023), enquanto a mediana nacional é de 33,3% e a mineira, 44,6%. A coleta de esgoto também sofreu forte retrocesso, caindo de 100% (2016-2021) para 65,2% em 2023 — queda de 34,8% — sinalizando possível descontinuidade operacional ou mudança na metodologia de aferição que merece investigação local.
Os dados censitários do IBGE reforçam o quadro de saneamento incompleto: 18,3% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos em 2022, acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (7,4%), apesar da melhora expressiva frente aos 33,4% de 2010. A ausência total de tratamento de esgoto, combinada à coleta funcionando parcialmente, indica que o volume coletado provavelmente é lançado sem tratamento em corpos hídricos, um risco direto à qualidade ambiental e à saúde pública que não aparece diretamente nos indicadores de emissões, mas é coerente com o aumento de 65,1% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (852 para 1.407 tCO₂e).
Em contrapartida, o perfil de emissões de GEE do município é comparativamente baixo: 21.408 tCO₂e em 2024, muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Silveirânia no percentil 8 (quanto menor, melhor colocação relativa). As emissões de energia zeraram em 2024, após trajetória de queda constante desde 2020, indicando possível migração para fontes renováveis ou desativação de fontes emissoras locais — percentil 1, o mais baixo do dossiê. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA (série limitada a 2016), o que impede avaliação de risco hidrológico recente.
Em síntese, Silveirânia combina uma pegada de carbono relativamente pequena com uma infraestrutura sanitária frágil, especialmente na ausência completa de tratamento de esgoto e na cobertura de água abaixo da média nacional. A prioridade de investimento deveria mirar o tratamento de esgoto e a reversão da queda na coleta, dado que a continuidade do lançamento in natura tende a pressionar tanto a saúde pública quanto os indicadores ambientais associados a resíduos nos próximos ciclos de medição.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
64.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
65.2%
2023
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
16.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
76.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
18.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
21.408 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.407 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
0 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
