SilveirasSP

6.313 habitantes · IBGE 3552007

IA

Resumo socioambiental

Silveiras/SP apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com bons indicadores de esgotamento sanitário contrastando com deterioração recente no abastecimento de água. A cobertura de água caiu para 46,3% em 2022, retração de -25,7% frente ao ano anterior e bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do próprio estado de São Paulo (95,2%), posicionando o município no percentil 17 — entre os piores do país nesse quesito. Chama atenção que a série histórica mantinha-se estável em torno de 60-66% até 2021, sugerindo uma ruptura pontual em 2022 que merece investigação, possivelmente ligada a mudanças metodológicas ou operacionais do prestador de serviço.

Em contrapartida, o esgotamento sanitário é um ponto forte: a coleta atinge 100% desde 2015 (percentil 100 nacional) e o tratamento evoluiu para 92,2% em 2022, salto de +39,7% desde 2008, superando amplamente a mediana nacional (37,7%) e a média estadual (69,6%), com percentil 85. Essa combinação de universalização e alto índice de tratamento é rara e coloca Silveiras como referência positiva nesse eixo, ainda que sustentada por apenas 1 ETE no município. A perda de água na distribuição, de 18,2% em 2022, também está abaixo da mediana nacional (29,9%) e estadual (32,1%), embora tenha voltado a subir após mínima histórica de 7,2% em 2014, indicando possível deterioração na gestão da rede coincidente com a queda de cobertura.

No recorte domiciliar do Censo, a coleta de resíduos alcança 74,0% em 2022, com leve retração de -5,8% desde 2010, e o destino inadequado de resíduos caiu para 9,8%, redução expressiva de -54,5% na década, embora ainda distante do patamar estadual (1,0%). Esse avanço na destinação, contudo, não se reflete nas emissões de resíduos, que subiram para 19.628 tCO₂e em 2024 (+25,2% desde 2010), situando o município no percentil 83 nacional — ou seja, entre os maiores emissores desse setor relativamente ao país, um contraste que sugere predominância de disposição em aterro sem captura de metano.

As emissões totais de GEE somaram 42.599 tCO₂e em 2024, com queda de -35,7% em relação a 2010 e abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo principalmente a normalização das emissões de energia após picos atípicos entre 2016 e 2020 (que chegaram a 45.044 tCO₂e em 2019). Não há registros de seca, mas houve um evento de cheia em 2016, indicando exposição pontual a riscos hidrológicos. Em síntese, o desafio prioritário de gestão é a reversão da queda abrupta na cobertura de água, que hoje representa o maior gargalo socioambiental do município frente aos demais indicadores, majoritariamente favoráveis.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

62.6%

2024

35
1.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

51.7%

2024

42
48.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

85.6%

2024

89
28.7% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

20.1%

2024

75
11.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.0%

2022

45
5.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.8%

2022

62
54.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

42.599 tCO₂e

2024

82
35.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

19.628 tCO₂e

2024

17
25.2% no período

Emissões de energia

SEEG

3.888 tCO₂e

2024

84
4.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.