SilvianópolisMG

6.336 habitantes · IBGE 3167400

IA

Resumo socioambiental

Silvianópolis apresenta em 2024 uma cobertura de água de 61,9%, abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante do patamar mineiro (83,3%), posicionando o município no percentil 35 do país. Apesar de uma leve melhora recente (+2,4%), a série histórica mostra estagnação por mais de uma década na faixa de 58% a 60%, evidenciando ausência de investimentos estruturais em expansão da rede.

O quadro de saneamento é o ponto mais crítico do município. A coleta de esgoto caiu de patamares próximos a 100% até 2021 para 56,8% em 2024, uma queda de 43,2% em poucos anos — provavelmente associada a mudança metodológica ou reclassificação de atendimento, mas que reduziu Silvianópolis à mediana nacional (59,9%), bem abaixo da UF (78,2%). Mais grave é que o tratamento de esgoto é 0,0% desde 2011, contra mediana nacional de 33,3% e mineira de 44,6% — todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento. Esse cenário é agravado pela perda de água na distribuição, que saltou de valores nulos até 2021 para 44,9% em 2024, superando a mediana nacional (29,1%) e a UF (35,8%), no percentil 78 (pior que a maioria dos municípios brasileiros). O dado de destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha melhorado de 36,0% (2010) para 23,0% (2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a UF (7,4%), coerente com o crescimento de 15,3% nas emissões de resíduos (4.029 tCO₂e em 2024) — sinal de que a gestão de resíduos sólidos não acompanhou a redução observada em outras frentes.

Do lado positivo, as emissões totais de GEE caíram 45,3% entre 2010 e 2024, chegando a 72.238 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 31, puxadas principalmente pela queda em emissões de energia (-4,0%, para 5.660 tCO₂e) e por reduções expressivas em anos recentes. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA (2016), embora a ausência de dados mais recentes limite a análise de riscos hidrológicos atuais.

Em síntese, Silvianópolis exibe trajetória favorável em emissões de gases de efeito estufa, mas enfrenta deterioração significativa em infraestrutura de saneamento — sobretudo na ausência total de tratamento de esgoto e no aumento acelerado de perdas de água — que exige atenção prioritária dos gestores públicos, especialmente diante do lançamento de esgoto não tratado, com potencial impacto na qualidade dos corpos hídricos locais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

61.9%

2024

35
2.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

56.8%

2024

47
43.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

44.9%

2024

22

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

62.8%

2022

29
1.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

23.0%

2022

35
36.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

72.238 tCO₂e

2024

69
45.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.029 tCO₂e

2024

65
15.3% no período

Emissões de energia

SEEG

5.660 tCO₂e

2024

77
4.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.