Simões FilhoBA
120.394 habitantes · IBGE 2930709
Resumo socioambiental
Simões Filho apresenta quadro socioambiental misto, com avanços no saneamento básico ainda insuficientes e desafios estruturais em perdas de água e emissões. A cobertura de água atingiu 82,2% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima da média baiana (83,0%), colocando o município no percentil 63. Já a coleta de esgoto, com 41,1% (2024), fica abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (56,9%), no percentil 32 — apesar do crescimento de 76,1% desde 2009. O tratamento de esgoto, por sua vez, é ponto positivo: 53,4% (2024) supera tanto a mediana nacional (33,3%) quanto a estadual (39,2%), percentil 63, sustentado pela operação de 3 ETEs (2020), acima da mediana nacional (1 unidade).
O principal alerta é a perda de água na distribuição, que chegou a 60,9% em 2024, bem acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (34,5%), posicionando o município no percentil 91 (pior situação) — um problema crítico de eficiência que compromete os ganhos de cobertura. Na gestão de resíduos, houve retrocesso expressivo: os domicílios com coleta caíram de 84,1% (2010) para 50,4% (2022), ficando muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), no percentil 15. Coerentemente, as emissões de resíduos cresceram 54,4% no período, atingindo 73.542 tCO₂e em 2024, valor 12 vezes maior que a mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 96 — o setor de resíduos é hoje o principal vetor de pressão climática do município, mesmo com queda no destino inadequado de domicílios (5,7% em 2022, abaixo da mediana nacional de 14,9%).
As emissões totais de GEE somaram 318.171 tCO₂e em 2024, com queda de 24,7% desde 2010, refletindo reduções tanto em energia (-21,3%) quanto estabilidade relativa em outros setores, mas ainda no percentil 71 nacional. A matriz de energia renovável é modesta: a potência solar estagnou em 180 kW desde 2019 (percentil 17), enquanto a biomassa cresceu para 11 MW (percentil 66), indicando espaço para expansão da geração limpa local, especialmente diante do perfil industrial do município, historicamente associado a emissões de energia elevadas (253.959 tCO₂e, percentil 91).
Em síntese, Simões Filho avançou em tratamento de esgoto e redução de destinação inadequada de resíduos domiciliares, mas enfrenta gargalos graves de eficiência hídrica (perdas) e de cobertura de coleta de resíduos, este último em trajetória de deterioração. A combinação de alta perda de água com baixa cobertura de esgoto sugere necessidade prioritária de investimento em infraestrutura de distribuição e ampliação da rede coletora, enquanto o crescimento das emissões de resíduos reforça a urgência de reverter a queda na cobertura de coleta domiciliar.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
82.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
41.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
53.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
3
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
60.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
50.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.7%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
4
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
11 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
180 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
180 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
318.171 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
73.542 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
253.959 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
