SimolândiaGO

5.693 habitantes · IBGE 5220686

IA

Resumo socioambiental

Simolândia/GO apresenta em 2022 cobertura de água de 99,5%, patamar muito superior à mediana nacional (76,5%) e à média do estado de Goiás (89,1%), colocando o município no percentil 87 do país. Esse resultado marca um salto expressivo em relação à série histórica, que oscilou entre 82% e 84% por mais de uma década, com uma queda atípica em 2018 (64,5%) seguida de recuperação e forte avanço no último ano. Em contrapartida, a perda de água na distribuição, embora tenha recuado 9,9% frente ao início da série, ainda está em 33,2% (2022), acima da mediana nacional (29,9%) e do valor de Goiás (27,8%), indicando que a expansão da cobertura não veio acompanhada de ganhos proporcionais de eficiência operacional do sistema.

No saneamento de resíduos sólidos, 83,0% dos domicílios contam com coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%), mas ainda distante do desempenho estadual (89,7%). O destino inadequado de resíduos, de 16,3%, é superior tanto à mediana do país (14,9%) quanto, principalmente, à média goiana (5,5%), sugerindo que Simolândia enfrenta desafio mais acentuado que o padrão estadual nesse quesito. Essa fragilidade tem correspondência nas emissões de resíduos do SEEG, que somaram 3.341 tCO₂e em 2024 e cresceram 25,2% desde 2010 — embora o valor absoluto ainda esteja abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), a trajetória de alta contrasta com a leve melhora observada no indicador de destinação domiciliar.

O perfil de emissões totais de GEE do município foi de 187.827 tCO₂e em 2024, com queda de 6,6% frente a 2010, mas com forte oscilação ao longo da série (pico de 288.286 tCO₂e em 2019). O valor está acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Simolândia no percentil 59. O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões saltaram 158,5% desde 2010, atingindo 79.730 tCO₂e em 2024 — mais de quatro vezes a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 78, tornando-se o principal vetor de pressão sobre o balanço de emissões do município.

Em relação a eventos hidrológicos extremos, não há registros de cheias ou secas em 2016, alinhado à mediana nacional nula, embora o dado seja pontual e desatualizado. Já o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,874), posicionando Simolândia no percentil 88 e sugerindo perspectiva favorável de resiliência hídrica no longo prazo, desde que os ganhos recentes em cobertura de água sejam sustentados por investimentos que reduzam as perdas do sistema.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.4%

2024

69
3.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

32.2%

2024

43
25.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.0%

2022

62
2.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.3%

2022

47
13.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

187.827 tCO₂e

2024

41
6.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.341 tCO₂e

2024

72
25.2% no período

Emissões de energia

SEEG

79.730 tCO₂e

2024

22
158.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.