SimonésiaMG
20.339 habitantes · IBGE 3167608
Resumo socioambiental
Simonésia/MG apresenta quadro socioambiental preocupante no eixo saneamento, com destaque negativo para a cobertura de água, que caiu para 30,2% em 2022 — bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do estado (84,3%), posicionando o município no percentil 6, entre os piores do país. A série histórica mostra retrocesso: o índice chegou a 38,8% entre 2012 e 2014, mas recuou desde 2015, sem recuperação plena. Em contraste, a coleta de esgoto é praticamente universal (99,5% em 2021, percentil 70), porém esse dado perde relevância diante da ausência total de tratamento: 0,0% desde ao menos 2010, enquanto a mediana nacional é 37,7% e a mineira, 44,5%. Ou seja, o esgoto é coletado, mas despejado sem qualquer tratamento, o que ajuda a explicar o percentual elevado de destino inadequado de resíduos domiciliares (22,1% em 2022), acima da mediana nacional (14,9%) e muito superior à média estadual (7,4%).
A perda de água na distribuição, embora tenha caído 24,6% desde 2008, ainda é de 22,6% (2022) — melhor que a mediana nacional (29,9%) e a mineira (35,0%), sinalizando que a gestão da rede não é o principal problema, mas sim a baixa cobertura do serviço. Já a coleta domiciliar de resíduos evoluiu de 48,7% (2010) para 57,4% (2022), avanço expressivo, mas insuficiente frente à mediana nacional (76,9%) e estadual (86,1%), mantendo o município no percentil 23.
No campo climático, as emissões totais de GEE caíram 25,4% entre 2010 e 2024, fechando em 101.862 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Entretanto, as emissões de resíduos aumentaram 12,6% no período, atingindo 9.785 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) —, o que reforça a fragilidade da gestão de resíduos sólidos e esgoto já identificada. As emissões de energia cresceram 84,3%, chegando a 19.523 tCO₂e, próximas da mediana nacional, indicando pressão crescente desse setor na matriz de emissões municipais.
Do ponto de vista de infraestrutura hídrica, a potência hidráulica instalada permanece estável em 3 MW desde 2015, um terço da mediana nacional (10 MW), sugerindo baixa expansão de geração local. O único registro de eventos climáticos extremos disponível (2016) aponta 3 ocorrências de cheia, no percentil 93 nacional, indicando vulnerabilidade a esse tipo de evento, sem registros de seca no mesmo ano. O conjunto de indicadores aponta para a necessidade prioritária de investimentos em ampliação do abastecimento de água e implantação de tratamento de esgoto, medidas que também tenderiam a reduzir as emissões associadas a resíduos e destinação inadequada.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
31.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
30.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
26.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
57.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
22.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
3 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
3 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
101.862 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.785 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
19.523 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
