Simplício MendesPI

14.342 habitantes · IBGE 2210805

IA

Resumo socioambiental

Simplício Mendes/PI apresenta quadro socioambiental preocupante em saneamento básico, com desempenho consistentemente abaixo da média nacional. A cobertura de água chegou a 63,2% em 2022, recuando frente ao pico de 73,8% em 2020, e ficando abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (73,0%), posicionando o município no percentil 34. Mais crítica é a situação de esgotamento sanitário: a coleta estagnou em 7,3% (2021), muito distante da mediana nacional de 87,8% e até da própria média estadual (43,5%), colocando o município no percentil 5 — entre os piores do país. O tratamento de esgoto, em 8,4% (2022), também é baixo (percentil 33), evidenciando que a pequena parcela coletada tem destinação inadequada na maior parte do tempo.

A perda de água na distribuição é outro ponto de atenção: 46,4% em 2022, com piora recente (após mínima de 37,4% em 2020), superando a mediana nacional (29,9%) e igualando a média da UF, o que indica ineficiência operacional crescente do sistema mesmo com investimentos aparentes em expansão de cobertura ao longo da série histórica. Essa combinação de baixa coleta de esgoto e alta perda de água sugere fragilidade na gestão da infraestrutura hídrica, com possíveis impactos sanitários e de saúde pública. Reforça esse cenário o indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, em 27,5% (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e da UF, embora tenha caído desde 2010 (31,7%).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 102.513 tCO₂e em 2024, com variação de -12,3% desde 2010, mas com oscilações expressivas ano a ano; o valor está abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 41. Chama atenção o crescimento constante das emissões de resíduos, que subiram 72,7% desde 2010, atingindo 8.601 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 61) — trajetória coerente com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto e com a destinação inadequada de resíduos sólidos observada nos dados do Censo. As emissões de energia também cresceram (+22,7%), acompanhando prováveis avanços de eletrificação, mas sem indicação de eficiência energética.

Por fim, os registros hidrológicos da ANA (2016) mostram ausência de cheias registradas, mas 12 ocorrências de seca observada, sinalizando vulnerabilidade à escassez hídrica – fator que agrava a criticidade das perdas de água na rede e reforça a urgência de investimentos em eficiência do sistema de abastecimento e em ampliação do esgotamento sanitário, áreas onde o município está distante dos patamares nacionais e estaduais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.2%

2022

34
11.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

7.3%

2021

5
2.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

8.4%

2022

33

Perda de água

SNIS/SINISA

46.4%

2022

20
31.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

56.5%

2022

22
17.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.5%

2022

29
13.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

102.513 tCO₂e

2024

59
12.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.601 tCO₂e

2024

39
72.7% no período

Emissões de energia

SEEG

20.338 tCO₂e

2024

49
22.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.