SinopMT
216.029 habitantes · IBGE 5107909
Resumo socioambiental
Sinop apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos no saneamento e uma trajetória preocupante de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água chegou a 84,3% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média estadual (87,2%), refletindo queda de 4,2% frente a anos anteriores de cobertura plena (100% entre 2013 e 2018). Mais crítico é o índice de perda de água, que atingiu 39,8% em 2022 — patamar superior à mediana nacional (29,9%) e próximo da média do Mato Grosso (40,5%), indicando ineficiência operacional relevante na distribuição, mesmo com a cobertura considerada satisfatória.
No esgotamento sanitário, o município evoluiu significativamente: a coleta saltou de 23,2% (2016) para 71,4% (2021), superando a mediana estadual (61,9%), embora ainda abaixo da mediana nacional (87,8%). O tratamento de esgoto acompanhou essa evolução, alcançando 36,9% em 2022, praticamente equivalente à mediana nacional (37,7%). Contudo, essa ampliação de coleta não é acompanhada por capacidade de tratamento proporcional, já que o município conta com apenas 1 ETE registrada (2020), sugerindo possível gargalo estrutural para sustentar os ganhos recentes. Na gestão de resíduos sólidos, o cenário é positivo: 92,3% dos domicílios têm coleta (2022, percentil 83 nacional) e o destino inadequado caiu para 3,4%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%).
O ponto mais crítico do dossiê está nas emissões de GEE, que somaram 3,09 milhões de tCO₂e em 2024, posicionando Sinop no percentil 97 nacional — um patamar muito acima da mediana do país (138 mil tCO₂e). As emissões de energia cresceram 181,5% desde 2010, chegando a 1,42 milhão de tCO₂e, e as de resíduos aumentaram 141,4%, atingindo 95.224 tCO₂e em 2024, também no percentil 97. Esse crescimento das emissões de resíduos, mesmo com boa cobertura de coleta e baixo destino inadequado, sugere que o volume gerado e a decomposição em disposição final seguem como fontes relevantes de gases-estufa, não plenamente mitigadas pela infraestrutura existente.
Na matriz energética local, destaca-se a capacidade instalada de biomassa, que saltou de 3 MW para 86 MW a partir de 2019 (percentil 92 nacional), enquanto a geração térmica fóssil permanece estável e marginal (1 MW, percentil 9). A potência solar, de 5 MW, está estagnada desde 2022, mas ainda acima da mediana nacional (908 kW). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (2016), sem indicativos de estresse hídrico extremo recente. Em síntese, Sinop avançou consistentemente em saneamento e resíduos domiciliares, mas enfrenta desafios estruturais de eficiência hídrica e, sobretudo, uma trajetória de emissões crescente que demanda atenção prioritária em políticas de mitigação, especialmente nos setores de energia e resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
97.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
33.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
25.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
32.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
92 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
98.7%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
3.094.091 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
95.224 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.417.426 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
