SirinhaémPE

39.233 habitantes · IBGE 2614204

IA

Resumo socioambiental

Sirinhaém/PE apresenta quadro de saneamento básico ainda deficitário, embora com avanços recentes no abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 71,1% em 2022, com salto expressivo em relação a 2021 (58,7%), mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média estadual (86,7%), posicionando o município no percentil 43 do país. A perda de água no sistema, embora tenha caído de forma acentuada (de 70,5% em 2021 para 43,5% em 2022), permanece elevada e idêntica à média de Pernambuco, indicando ineficiência operacional relevante mesmo após a melhoria.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. A coleta de esgoto está estagnada em torno de 31,1% (2021), muito aquém da mediana nacional (87,8%), embora acima da média estadual (47,4%), refletindo um cenário de precariedade generalizada em Pernambuco. O tratamento de esgoto, de 24,3% (2022), também fica abaixo da mediana do país (37,7%), apesar de o município contar com 2 ETEs instaladas (2020), número que supera a mediana nacional (1 unidade). Chama atenção a queda nos indicadores do Censo: domicílios com coleta de esgoto caíram de 75,0% (2010) para 43,6% (2022), e o destino inadequado de resíduos subiu para 17,5%, acima da mediana nacional (14,9%), sugerindo possível piora na gestão domiciliar de esgoto e resíduos, mesmo com os investimentos indicados pelas séries do SNIS.

Essa fragilidade no saneamento se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que cresceram 59,5% desde 2010, atingindo 21.454 tCO₂e em 2024 — mais de três vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e), posicionando Sirinhaém no percentil 84 do país nesse quesito. Em contrapartida, as emissões totais de GEE caíram 10,5% no período (96.396 tCO₂e em 2024), abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), puxadas pela redução nas emissões de energia (-17,7%). A matriz elétrica local é modesta, com 17 MW de potência em biomassa (acima da mediana nacional) e apenas 5 MW em fonte hidráulica, sem variação desde 2010.

Do ponto de vista de eventos climáticos, o município registrou 3 ocorrências de cheia em 2016, valor superior à mediana nacional (0), situando-o no percentil 93, o que reforça a necessidade de atenção à infraestrutura de drenagem e saneamento diante de eventos extremos. Em síntese, Sirinhaém avançou no abastecimento de água, mas mantém lacunas estruturais em esgotamento sanitário e gestão de resíduos, fatores que pressionam as emissões municipais e ampliam a vulnerabilidade a eventos hidrológicos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

55.1%

2024

26
23.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

15.1%

2024

12
104.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

18.6%

2024

40
162.7% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

54.2%

2024

14
28.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

43.6%

2022

10
41.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.5%

2022

45
30.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

21 MW

HidráulicaBiomassa

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

5 MW

2024

41
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

96.396 tCO₂e

2024

61
10.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

21.454 tCO₂e

2024

16
59.5% no período

Emissões de energia

SEEG

42.519 tCO₂e

2024

34
17.7% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.