Sítio do QuintoBA

14.359 habitantes · IBGE 2930766

IA

Resumo socioambiental

Sítio do Quinto/BA apresenta quadro socioambiental preocupante, marcado pela instabilidade no saneamento básico e crescimento consistente das emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 63,3% em 2024, com recuperação de +5,8% frente ao ano anterior, mas ainda distante do pico histórico de 80,7% (2019) e abaixo da mediana nacional (73,2%) e do valor estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 36. Já a perda de água, de 15,6% (2024), é um dos poucos indicadores favoráveis: bem inferior à mediana nacional (29,1%) e à média da Bahia (34,5%), colocando o município no percentil 14 — ou seja, entre os mais eficientes do país nesse quesito, apesar da leve alta recente.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. Embora a coleta de esgoto tenha saltado para 100,0% em 2020 (ante 29,3% em 2019), o tratamento permanece em 0,0% desde então, indicando que todo o esgoto coletado é descartado sem qualquer tratamento — um risco direto à saúde pública e aos corpos hídricos. Esse cenário é agravado pelos dados do Censo: apenas 65,2% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%), enquanto 24,7% das residências ainda têm destino inadequado de dejetos, valor superior à mediana do país (14,9%) e da própria Bahia (17,1%), situando o município no percentil 67 (pior que a maioria).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 145.944 tCO₂e em 2024, alta de 23,8% em relação a 2023, próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 52. As emissões de resíduos, que quase dobraram na década (+94,2%, atingindo 7.744 tCO₂e), guardam relação direta com a ausência de tratamento de esgoto e a alta taxa de destinação inadequada de dejetos, reforçando um ciclo de degradação ambiental. As emissões de energia também cresceram fortemente (+82,9%, para 9.529 tCO₂e), embora permaneçam bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em síntese, o município exibe eficiência relativa na gestão de perdas de água, mas enfrenta desafios estruturais graves no tratamento de esgoto e no destino de resíduos, fatores que pressionam as emissões de GEE ligadas a resíduos e ampliam riscos sanitários e ambientais. A recomposição da cobertura de água após a queda de 2020-2023 é positiva, mas prioridades de investimento devem mirar o tratamento de esgoto — hoje inexistente — como medida estruturante para reverter as tendências negativas observadas.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.3%

2024

36
5.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2020

241.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2020

Perda de água

SNIS/SINISA

15.6%

2024

86
1.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.2%

2022

32
2.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.7%

2022

33
24.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

145.944 tCO₂e

2024

48
23.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.744 tCO₂e

2024

42
94.2% no período

Emissões de energia

SEEG

9.529 tCO₂e

2024

66
82.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.