Sítio Novo do TocantinsTO

11.334 habitantes · IBGE 1720804

IA

Resumo socioambiental

Sítio Novo do Tocantins apresenta quadro socioambiental misto, com avanços recentes em saneamento básico ainda insuficientes frente aos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 75,6% em 2024, alta de 41,9% desde 2016, superando a mediana nacional (73,2%) e posicionando o município no percentil 54, embora ainda distante do patamar estadual (84,2%). Já a coleta de esgoto permanece crítica, em 30,7% (2024), bem abaixo da mediana nacional (59,9%) e da média do Tocantins (55,2%), colocando o município no percentil 23 — um gargalo estrutural que contrasta com a evolução positiva do tratamento de esgoto, que saltou de 11,6% (2020) para 34,4% (2024), variação de 196,6%, superando a mediana nacional (33,3%), ainda que aquém do índice estadual (52,1%).

A perda de água na distribuição, de 27,7% em 2024, está próxima da mediana nacional (29,1%) e da UF (30,8%), indicando ineficiência operacional similar à média do país, mas que convive com oscilações relevantes na série histórica (picos de 37,4% em 2023). No âmbito dos resíduos sólidos, o quadro é mais preocupante: apenas 57,1% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%), enquanto o destino inadequado de resíduos atinge 39,5% dos domicílios, muito superior à mediana nacional e estadual (14,9%), situando o município no percentil 85 — um dos piores indicadores do dossiê. Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete no aumento constante das emissões de resíduos, que cresceram 18,9% desde 2010, chegando a 5.488 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

As emissões totais de GEE somaram 175.103 tCO₂e em 2024, com queda de 12,8% frente a 2010, mas acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 57. O componente energético chama atenção pelo crescimento de 63,2% no período, atingindo 14.277 tCO₂e em 2024, ainda assim inferior à mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na série disponível (2016), o que limita a análise de risco hidroclimático recente.

Em síntese, o município evolui em cobertura de água e tratamento de esgoto, mas enfrenta desafios estruturais na coleta de esgoto e, sobretudo, na destinação de resíduos sólidos, cujo déficit de coleta domiciliar e alto percentual de destino inadequado pressionam tanto a saúde pública quanto as emissões setoriais, exigindo investimentos prioritários em infraestrutura de saneamento para reverter essas disparidades frente às médias estadual e nacional.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.6%

2024

54
41.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

30.7%

2024

23
17.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

34.4%

2024

51
196.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.7%

2024

54

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

57.1%

2022

22
37.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

39.5%

2022

15
32.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

175.103 tCO₂e

2024

43
12.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.488 tCO₂e

2024

54
18.9% no período

Emissões de energia

SEEG

14.277 tCO₂e

2024

56
63.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.