Sítio NovoRN
4.758 habitantes · IBGE 2413706
Resumo socioambiental
Sítio Novo/RN apresenta quadro socioambiental frágil em saneamento básico, com indicadores abaixo da referência nacional. A cobertura de água atingiu 39,0% em 2024, bem inferior à mediana nacional (73,2%) e à média do Rio Grande do Norte (75,1%), posicionando o município no percentil 11 do país. Mais preocupante é a trajetória: houve queda de -18,1% desde 2010, quando a cobertura chegava a 62,2% (2013). Paralelamente, a perda de água na distribuição saltou para 50,8% em 2024 (+13,1% no período), valor quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e superior à UF (40,7%), colocando o município no percentil 84 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A combinação de menor cobertura com maior desperdício sugere ineficiência operacional crescente do sistema de abastecimento, possivelmente ligada à falta de investimentos em manutenção de rede.
No esgotamento sanitário, a coleta caiu para 42,0% em 2024, com forte oscilação e retração de -35,3% frente aos 66,5% de 2021, ainda abaixo da mediana nacional (59,9%), embora acima da média estadual (33,8%). O tratamento de esgoto, que era nulo entre 2020 e 2022, avançou para 27,3% em 2024, aproximando-se da média potiguar (39,8%) mas ainda aquém da mediana nacional (33,3%). Os dados do Censo IBGE reforçam o cenário crítico: apenas 35,8% dos domicílios tinham coleta em 2022 (queda de -40,7% em relação a 2010), e 29,9% dos domicílios registravam destino inadequado de dejetos, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (9,3%), colocando o município no percentil 74 de pior desempenho.
As emissões de GEE cresceram expressivamente, atingindo 30.185 tCO₂e em 2024, alta de 428,3% desde 2010, quando o balanço chegou a ser negativo em alguns anos (sequestro de carbono entre 2012 e 2014). Apesar do crescimento acentuado, o volume absoluto ainda é baixo frente ao Brasil (percentil 12) e ínfimo perante o total estadual. As emissões de resíduos, componente diretamente associado ao saneamento deficiente, mantiveram-se relativamente estáveis em 2.697 tCO₂e (2024, +15,1% desde 2010), abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que é coerente com o pequeno porte populacional do município, mas reforça a necessidade de expansão do tratamento de esgoto para conter esse componente no médio prazo.
Do ponto de vista climático, os únicos registros disponíveis (2016) indicam ausência de eventos de cheia, mas 13 registros de seca, indicador relevante dado o histórico de estiagens no semiárido potiguar, ainda que o valor esteja bem abaixo da média estadual (1.483) para o mesmo ano. Em síntese, o município enfrenta desafios estruturais em saneamento — com retrocessos em cobertura de água e esgoto e aumento das perdas hídricas — que demandam prioridade em investimentos de infraestrutura, especialmente considerando o baixo percentil nacional em múltiplos indicadores e o
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
39.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
42.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
27.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
50.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
35.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
29.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
30.185 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.697 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.050 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
