SobráliaMG
5.175 habitantes · IBGE 3167707
Resumo socioambiental
Sobrália/MG apresenta em 2024 cobertura de água de 62,1%, patamar inferior à mediana nacional (73,2%) e ao valor de referência de Minas Gerais (83,3%), posicionando o município no percentil 35 do país. Chama atenção a trajetória histórica: entre 2010 e 2014 a cobertura oscilava acima de 69%, mas caiu abruptamente para a faixa de 52-53% a partir de 2015, com recuperação parcial nos anos seguintes, sem retornar aos níveis originais — uma queda acumulada de -10,5% no período completo. A perda de água na distribuição, de 30,4% em 2024, está próxima da mediana nacional (29,1%) e configura um desafio operacional que provavelmente contribui para a insuficiência de cobertura, já que parte do volume captado não chega aos domicílios.
No saneamento de esgoto, a coleta atinge 71,0% em 2024, acima da mediana nacional (59,9%) e no percentil 60, mas essa taxa recuou de 100% em 2021 para os níveis atuais, indicando retrocesso na universalização. O dado mais crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2021 — enquanto a mediana nacional é de 33,3% e a mineira de 44,6% —, o que significa que todo o esgoto coletado é descartado sem tratamento, com potencial impacto direto na qualidade dos corpos hídricos locais. Complementarmente, os dados do Censo mostram que 21,6% dos domicílios (2022) ainda têm destino inadequado de resíduos, acima da mediana nacional (14,9%) e bem superior ao percentual mineiro (7,4%), embora essa taxa tenha caído significativamente desde 2010 (-31,3%).
Em emissões de gases de efeito estufa, o município registrou 97.692 tCO₂e em 2024, um salto de +105,9% em relação a 2010 e quase o dobro do valor de 2023, embora ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, de 2.376 tCO₂e, mantêm-se bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas seu crescimento moderado ao longo da série é coerente com a ausência de tratamento de esgoto e a persistência de destinação inadequada de resíduos domiciliares. Já as emissões de energia (2.850 tCO₂e) recuaram -11,9% desde 2010, com forte queda entre 2018 e 2020 seguida de recuperação recente, situando o município no percentil 11 nacional — um indicador comparativamente favorável.
Em síntese, Sobrália enfrenta um quadro de saneamento básico defasado frente aos parâmetros nacionais e estaduais, com destaque para a ausência total de tratamento de esgoto e a queda na cobertura de água desde 2015, fatores que se relacionam ao aumento expressivo das emissões totais de GEE em 2024. O investimento em infraestrutura de tratamento de esgoto e na recuperação das perdas de água aparece como prioridade para reverter essa trajetória e aproximar o município dos indicadores medianos do país.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
62.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
71.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
30.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
76.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
21.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
23 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
23 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
97.692 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.376 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.850 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
