SocorroSP
41.405 habitantes · IBGE 3552106
Resumo socioambiental
Socorro/SP apresenta em 2024 um quadro sanitário misto, com destaque negativo para o retrocesso no saneamento básico. A cobertura de água atinge 61,9%, abaixo da mediana nacional (73,2%) e muito distante do patamar estadual (96,6%), posicionando o município no percentil 35. Mais crítica é a coleta de esgoto, que caiu de 82,3% em 2021 para 54,8% em 2024 — uma queda abrupta de 34% que rompe uma série historicamente estável desde 2009. Essa ruptura, provavelmente associada a mudança metodológica ou de prestador, também aparece na cobertura de domicílios atendidos pelo Censo, que recuou de 93,0% (2010) para 75,4% (2022). Por outro lado, o tratamento de esgoto se mantém em patamar relativamente favorável, com 71,0% em 2024, acima da mediana nacional (33,3%) e da própria média estadual (66,6%), colocando o município no percentil 77 — um contraste que sugere que, apesar de menos esgoto ser coletado, o que chega às ETEs continua sendo tratado com boa eficiência.
As perdas de água, embora tenham subido 17,2% no período recente para 25,8% em 2024, ainda estão levemente abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (28,2%), indicando um desempenho operacional mediano em relação ao país, mas com tendência de piora que merece monitoramento, especialmente combinada com a baixa cobertura de água.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 209.202 tCO₂e em 2024, com queda de 6,3% frente ao ano anterior, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 61. O ponto de maior atenção é o setor de resíduos, cujas emissões cresceram 33,4% na última década, atingindo 26.473 tCO₂e e posicionando o município no percentil 87 nacional — muito acima da mediana (6.191 tCO₂e). Esse crescimento das emissões de resíduos, aliado à queda na coleta de esgoto e à estagnação da cobertura de água, sugere pressão crescente sobre a gestão de resíduos sólidos e líquidos, que não foi acompanhada por expansão proporcional da infraestrutura de saneamento. As emissões de energia também cresceram significativamente (+36,9%), somando 73.211 tCO₂e, no percentil 76 nacional, indicando que o desafio ambiental do município é mais amplo que o saneamento isoladamente.
Do lado positivo, o destino inadequado de resíduos domiciliares caiu de 7,0% (2010) para 2,5% (2022), valor bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda superior ao padrão estadual (1,0%). A infraestrutura elétrica de geração hidráulica é modesta (1 MW, estável desde 2011), e os registros de eventos extremos são baixos, com apenas 1 registro de cheia em 2016 e nenhuma seca observada no mesmo ano. Para os gestores, a prioridade imediata deve ser investigar e reverter a queda na coleta de esgoto e na cobertura de água, além de conter o crescimento das emissões ligadas a resíduos e energia, áreas em que o município já supera significativamente os parâmetros nacionais de referência.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
61.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
54.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
71.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
25.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.5%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
209.202 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
26.473 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
73.211 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
