SoledadePB
14.381 habitantes · IBGE 2516102
Resumo socioambiental
Soledade/PB apresenta em 2022 cobertura de água de 80,2%, ligeiramente acima da mediana nacional (76,5%) e do estado da Paraíba (77,2%), posicionando o município no percentil 56. Contudo, essa cobertura vem em trajetória de queda desde 2008 (quando era 96,0%), acumulando retração de -16,5% no período. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou para 42,1% em 2022 — variação de +38,8% desde 2008 e bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (37,3%), colocando o município no percentil 75 (entre os piores do país). Essa combinação de perda elevada com cobertura estagnada sinaliza ineficiência operacional crescente no sistema de abastecimento, exigindo investimento prioritário em manutenção da rede.
No saneamento de esgoto, o quadro também é desafiador: apenas 75,2% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,6%), enquanto 24,0% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), situando o município no percentil 66 para este indicador negativo. Essa deficiência sanitária pode estar relacionada ao salto nas emissões de resíduos, que passaram de 8.600 tCO₂e (2023) para 15.852 tCO₂e em 2024 — alta de 158,4% desde 2010 e percentil 80 nacional, sugerindo tanto crescimento no volume de resíduos quanto possível mudança na gestão ou contabilização de dejetos e lixo.
As emissões totais de GEE do município somaram 82.365 tCO₂e em 2024, com alta de 70,5% desde 2010, mas abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e em nível muito inferior ao total estadual, resultando no percentil 34. As emissões de energia mais que dobraram no período (+90,2%), atingindo 45.667 tCO₂e e percentil 68, indicando maior consumo energético — possivelmente vinculado a expansão urbana ou uso de geração associada a combustíveis fósseis.
Do ponto de vista hídrico-climático, os registros disponíveis (2016) mostram 2 eventos de cheia e 17 de seca, ambos com frequência inferior à mediana estadual, mas a segurança hídrica projetada para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000), embora superior à média da UF (2,717), posicionando o município no percentil 50. Diante desse cenário, recomenda-se priorizar a redução de perdas na rede de água, ampliação da coleta de esgoto e monitoramento da gestão de resíduos, pois esses três eixos estão diretamente interligados e comprometem a sustentabilidade ambiental de médio prazo do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
53.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
32.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
24.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
82.365 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
15.852 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
45.667 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
17
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
