SoledadeRS

30.936 habitantes · IBGE 4320800

IA

Resumo socioambiental

Soledade/RS apresenta em 2022 cobertura de água de 82,9%, acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo do patamar médio do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 59 do país. A série histórica mostra avanço de +6,1% desde 2008, com estagnação em 80,0% entre 2016 e 2021 e recuperação apenas no último ano. A perda de água, embora ainda elevada em 32,2%, recuou 34,7% desde 2008 e já está próxima da mediana nacional (29,9%) e abaixo da média estadual (36,5%), indicando melhoria operacional relevante, ainda que o indicador continue pior do que o ideal para eficiência do sistema.

No saneamento domiciliar, a cobertura de coleta de resíduos atingiu 87,1% em 2022, superando tanto a mediana nacional (76,9%) quanto a média gaúcha (82,7%), com percentil 71. O destino inadequado de resíduos caiu de 16,6% (2010) para 9,5% (2022), uma redução expressiva de 42,8%, mas o município ainda está distante do desempenho do RS (4,5%), sugerindo espaço para avanços na destinação final apesar da boa cobertura de coleta.

O quadro de emissões é o ponto mais crítico do dossiê. As emissões totais de GEE somaram 644.868 tCO₂e em 2024, alta de 55,6% desde 2010, com o município no percentil 84 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos mais que dobraram no período (+103,8%, para 13.013 tCO₂e), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e ficando no percentil 74, o que dialoga com a persistência de destinação inadequada de parte dos domicílios. As emissões de energia também cresceram 40,9%, chegando a 84.917 tCO₂e (percentil 79), enquanto a capacidade de geração hidráulica local é modesta (2 MW, percentil 27), evidenciando baixa participação de fontes renováveis locais frente ao crescimento da demanda.

Por fim, os registros de eventos climáticos de 2016 mostram 4 ocorrências de cheia (percentil 96) e 5 de seca (percentil 76), ambos muito acima da mediana nacional (0), indicando vulnerabilidade hidroclimática significativa. Combinado ao crescimento sustentado das emissões e à perda de água ainda elevada, o cenário recomenda priorização de investimentos em eficiência hídrica, gestão de resíduos e mitigação de emissões, especialmente diante do histórico de eventos extremos que tendem a pressionar ainda mais a infraestrutura de saneamento do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

80.3%

2024

60
3.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

42.0%

2024

25
9.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.1%

2022

71
4.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.5%

2022

62
42.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

27
296.3% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

644.868 tCO₂e

2024

16
55.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.013 tCO₂e

2024

26
103.8% no período

Emissões de energia

SEEG

84.917 tCO₂e

2024

21
40.9% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.