SorrisoMT
120.985 habitantes · IBGE 5107925
Resumo socioambiental
Sorriso/MT apresenta um saneamento básico em estágio intermediário, com sinais de avanço recente ofuscados por uma queda pontual na cobertura de água. Em 2022, a cobertura de água atingiu 87,7%, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da UF (87,2%, percentil 67), mas representa retrocesso frente aos 100% mantidos entre 2014 e 2021 — uma variação de -11,3% que merece investigação, possivelmente ligada a ajustes cadastrais ou expansão populacional não acompanhada pela rede. Já a coleta de esgoto saltou de 16,8% (2014) para 80,0% em 2021, crescimento expressivo de +376,6%, situando o município acima da UF (61,9%) embora ainda abaixo da mediana nacional (87,8%, percentil 43). O tratamento de esgoto acompanhou essa evolução, chegando a 44,1% em 2022 (percentil 54, acima da mediana nacional de 37,7%), sustentado pela operação de 5 ETEs — número que coloca o município no percentil 96 nacional, evidenciando infraestrutura relativamente robusta para o porte da coleta.
No manejo de resíduos, os indicadores domiciliares são positivos: 95,2% dos domicílios têm coleta de lixo (2022, percentil 91) e apenas 4,3% têm destino inadequado (queda de 44% desde 2010, percentil 22 — quanto menor, melhor). Essa gestão adequada de resíduos sólidos contrasta, porém, com o crescimento constante das emissões de GEE associadas a resíduos, que passaram de 28.409 para 72.294 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+154,5%, percentil 95), sugerindo que a cobertura de coleta não tem sido acompanhada por redução na geração ou por captura de metano em aterros.
O maior desafio ambiental do município está nas emissões totais de GEE, que somaram 4.837.228 tCO₂e em 2024 (percentil 98 nacional), quase dobrando desde 2010. As emissões de energia lideram esse crescimento, com alta de +214% no período (1.451.990 tCO₂e em 2024, percentil 99), refletindo a expansão do agronegócio e da matriz energética local. Na perda de água, o indicador de 24,8% (2022) é inferior à mediana nacional (29,9%) e à UF (40,5%), mas mostra instabilidade histórica, com picos acima de 50% em 2012-2013, indicando fragilidade operacional recorrente na rede.
Na matriz energética renovável, o município mantém potência solar estagnada em 550 kW desde 2022 (percentil 39, abaixo da mediana nacional de 908 kW), enquanto a biomassa cresceu fortemente (+595,9%, atingindo 67 MW em 2024, percentil 88) e a potência hidráulica dobrou para 26 MW (percentil 68). Esse mix sugere oportunidade de diversificação com maior investimento solar, especialmente diante do crescimento das emissões de energia. Em síntese, Sorriso avançou consistentemente em saneamento e gestão de resíduos domiciliares, mas enfrenta pressão crescente sobre suas emissões totais, exigindo atenção prioritária às fontes energéticas e ao tratamento de efluentes para reverter a trajetória de crescimento das emissões.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
94.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
19.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
34.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
5
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
14.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
94 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
550 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
26 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
550 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
4.837.228 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
72.294 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.451.990 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
