SumaréSP
289.787 habitantes · IBGE 3552403
Resumo socioambiental
Sumaré apresenta infraestrutura de saneamento sólida em cobertura, mas com deficiência estrutural no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 98,8% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (95,2%), posicionando o município no percentil 85. A coleta de esgoto chegou a 100,0% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e a UF (94,6%), no percentil 100. Contudo, o tratamento de esgoto está em apenas 23,7% (2022), abaixo da mediana nacional (37,7%) e muito aquém do patamar estadual (69,6%), no percentil 43 — um descompasso relevante entre coletar e efetivamente tratar o esgoto gerado, mesmo havendo 11 ETEs registradas no município em 2020 (percentil 99 nacional). A perda de água na distribuição, embora em trajetória de queda expressiva (-37,6% desde 2008, chegando a 35,5% em 2022), ainda supera a mediana nacional (29,9%) e a UF (32,1%), indicando ineficiência operacional que pressiona custos e disponibilidade hídrica.
Na gestão de resíduos sólidos, o município tem bom desempenho relativo: apenas 0,3% dos domicílios têm destino inadequado (2022), muito abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (1,0%), no percentil 2 (favorável). Entretanto, a cobertura de coleta domiciliar recuou de 99,5% (2010) para 93,9% (2022), uma queda de 5,7 pontos que merece atenção, ainda que o valor permaneça acima da mediana nacional (76,9%). Chama atenção a existência de apenas 1 unidade de destinação registrada (2025), no percentil 69 nacional mas muito distante das 132 unidades da UF — concentração que pode gerar vulnerabilidade logística.
O perfil de emissões de GEE é o ponto mais crítico do dossiê. Em 2024, o município emitiu 868.700 tCO₂e, no percentil 88 nacional, com aumento de 3,7% frente a 2023. As emissões de resíduos somaram 153.325 tCO₂e (percentil 98, alta concentração relativa) e cresceram 18,5% desde 2010, evolução compatível com a baixa taxa de tratamento de esgoto e possíveis lacunas na gestão de resíduos orgânicos. As emissões de energia lideram o total absoluto, com 698.821 tCO₂e (percentil 97) e crescimento acumulado de 36,7% desde 2010, refletindo o perfil industrial e urbano do município. A geração de biomassa permanece estável em 7 MW desde 2010, sem expansão que compense o crescimento das emissões energéticas.
Em síntese, Sumaré destaca-se positivamente em cobertura de água, coleta de esgoto e destinação adequada de resíduos, todos acima dos parâmetros nacionais. Entretanto, o gargalo no tratamento de esgoto, a perda de água ainda elevada e o crescimento sustentado das emissões de energia e resíduos configuram uma agenda prioritária: ampliar a capacidade de tratamento das ETEs existentes, reduzir perdas na rede de distribuição e investir em eficiência energética e recuperação de metano em resíduos, ações que tendem a gerar gan
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
99.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
99.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
22.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
11
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
18.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
7 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
868.700 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
153.325 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
698.821 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
