SuzanápolisSP
3.464 habitantes · IBGE 3552551
Resumo socioambiental
Suzanápolis apresenta quadro saneamento misto, com pontos de atenção em água e tratamento de esgoto. A cobertura de água caiu para 64,9% em 2022 (variação de -2,7% na série), abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito abaixo do patamar do estado de São Paulo (95,2%), posicionando o município apenas no percentil 36. Já a coleta de esgoto é praticamente universal, com 99,2% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e a própria média estadual (94,6%), percentil 68. O ponto crítico está no tratamento de esgoto: embora o município opere 2 ETEs (acima da mediana nacional de 1 unidade), a taxa de tratamento recuou de 80% em 2010 para 41,1% em 2022, queda de quase 49% no período — ainda assim superior à mediana nacional (37,7%), mas bem distante do patamar paulista (69,6%). Essa combinação de esgoto totalmente coletado, porém tratado pela metade, indica que a infraestrutura existe mas opera aquém da capacidade ou demanda ampliação/manutenção das ETEs.
Do lado da eficiência hídrica, o índice de perdas de água caiu para 16,8% em 2022, com forte redução de 44,2% frente ao início da série, situando o município em posição favorável (percentil 17, ou seja, entre os com menores perdas do país) e bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%). Esse ganho de eficiência, no entanto, não impediu a queda na cobertura de água, sugerindo que o problema é mais de expansão de rede do que de perdas no sistema já instalado. Quanto a resíduos sólidos domiciliares, houve avanço expressivo: coleta de domicílios subiu para 83,1% (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e destinação inadequada caiu para 13,8%, quase pela metade do valor de 2010, ficando muito próxima da mediana nacional (14,9%), embora distante do padrão estadual (1,0%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 108.363 tCO₂e em 2024, com queda acentuada de 37,7% em relação a 2023, colocando o município abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de energia também caíram fortemente, para 7.497 tCO₂e (-61% no ano), abaixo da mediana nacional, favorecidas pela presença de 49 MW de potência instalada em biomassa, estável desde 2020 e bem acima da mediana nacional (5 MW), o que reforça a matriz renovável local. Em contraste, as emissões de resíduos cresceram 15,5%, para 2.644 tCO₂e em 2024, movimento que dialoga com a queda no tratamento de esgoto e reforça a necessidade de atenção à gestão de resíduos e efluentes, ainda que o valor absoluto permaneça abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mesmo ano em que o estado registrou 235 ocorrências de cheia e 59 de seca, o que não permite inferir ausência de risco, mas sim lacuna ou ausência de registro local. Em síntese, Suzanápolis avançou em eficiência hídrica, coleta de resíduos e red
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
77.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
62.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
23.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
83.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
49 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
108.363 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.644 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.497 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
