TabaporãMT
9.908 habitantes · IBGE 5107941
Resumo socioambiental
Tabaporã (MT) apresenta cobertura de água de 50,4% em 2022, valor bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (87,2%), posicionando o município no percentil 20 do país. Chama atenção a trajetória histórica: o indicador chegou a atingir 100% em 2012 e permaneceu acima de 87% entre 2014 e 2020, sugerindo uma queda recente possivelmente associada a mudanças metodológicas de reporte ou a problemas operacionais no sistema de abastecimento. A perda de água, de 17,4% em 2022, é inferior à mediana nacional (29,9%) e à do estado (40,5%), mas sua série é extremamente volátil, oscilando entre 0% e 55,3% ao longo dos anos, o que indica fragilidade no monitoramento ou na gestão da rede.
No saneamento básico, a coleta de resíduos domiciliares atingiu 77,6% em 2022, próxima da mediana nacional (76,9%), porém abaixo do patamar estadual (84,7%). Ainda assim, 21,8% dos domicílios possuem destino inadequado de resíduos, taxa superior à mediana do Brasil (14,9%) e à do Mato Grosso (11,2%), colocando o município no percentil 63 (pior que a maioria). Essa lacuna na destinação adequada ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, embora tenham caído levemente para 3.872 tCO₂e em 2024, permanecem estruturalmente relevantes frente ao porte populacional do município, mesmo estando abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
O aspecto mais crítico do dossiê é o perfil de emissões totais de GEE, que somou 2.750.914 tCO₂e em 2024, valor 44,6% superior a 2010 e que coloca Tabaporã no percentil 96 nacional — ou seja, entre os municípios mais emissores do país, embora muito abaixo do total estadual. A série revela picos expressivos em 2013, 2022 e 2023 (superando 7 e 9 milhões de tCO₂e), característicos de dinâmicas de uso da terra e desmatamento, típicas da fronteira agropecuária mato-grossense. As emissões de energia também cresceram de forma acentuada, +310,1% desde 2010, atingindo 317.666 tCO₂e em 2024 (percentil 93), enquanto a capacidade de geração hidráulica instalada permanece estagnada em 2 MW desde 2010, muito aquém da mediana nacional (10 MW), sinalizando dependência de fontes energéticas menos limpas para sustentar esse crescimento.
Em síntese, Tabaporã combina desafios estruturais de saneamento — com cobertura de água insuficiente e destinação inadequada de resíduos acima da média nacional — com um perfil climático de alto impacto, concentrado em emissões ligadas ao uso da terra e à energia. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, mas a ausência de dados mais recentes limita a avaliação de riscos hidroclimáticos atuais. O quadro sugere necessidade prioritária de investimento em infraestrutura hídrica e gestão de resíduos, associado a estratégias de mitigação de emissões alinhadas ao contexto de uso do solo do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
23.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
77.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
21.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
2.750.914 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.872 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
317.666 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
