TabapuãSP
11.499 habitantes · IBGE 3552601
Resumo socioambiental
Tabapuã apresenta infraestrutura de saneamento consolidada, mas com sinais de deterioração recente que merecem atenção da gestão municipal. A cobertura de água atingiu 92,7% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima da UF (96,6%), embora abaixo do patamar de 100% mantido entre 2015 e 2022 — um recuo relevante frente ao histórico do município. A coleta de esgoto, em 97,3% (2024), permanece muito superior à mediana nacional (59,9%) e à UF (92,5%), posicionando o município no percentil 94, mas também caiu frente aos 100% sustentados por mais de uma década.
O ponto mais crítico é a perda de água, que saltou para 42,0% em 2024, um aumento de +132,8% em relação a 2022 (11,8%) e bem acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (28,2%). Esse salto abrupto, coincidente com a queda simultânea na cobertura de água e no tratamento de esgoto (que recuou de 94,3% em 2022 para 70,4% em 2024, -17,2%), sugere possível falha operacional, mudança de metodologia de aferição ou problema na rede que merece investigação prioritária, já que compromete a eficiência do sistema mesmo com apenas 1 ETE instalada no município (2020).
No eixo de resíduos e emissões, o quadro é misto. As emissões totais de GEE caíram para 108.739 tCO₂e em 2024 (-33,9% desde 2010), abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo também a queda nas emissões de energia (20.158 tCO₂e, -18,6%). Por outro lado, as emissões de resíduos subiram para 12.970 tCO₂e (+13,5% desde 2010), mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 73 — um indicativo de pressão crescente da destinação de resíduos sólidos, ainda que o indicador de destino inadequado de domicílios tenha melhorado para 4,0% em 2022 (-35,7% desde 2010), abaixo da mediana nacional (14,9%), porém acima da UF (1,0%).
Em síntese, Tabapuã mantém posição comparativamente favorável em cobertura de água e esgoto frente ao Brasil, mas os retrocessos recentes em perda de água e tratamento de esgoto, associados ao crescimento das emissões de resíduos, indicam necessidade de investimento em manutenção da rede e em gestão de resíduos sólidos para reverter a trajetória de deterioração observada entre 2023 e 2024.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
92.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
97.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
70.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
42.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
108.739 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.970 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
20.158 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
