TabatingaAM

72.283 habitantes · IBGE 1304062

IA

Resumo socioambiental

Tabatinga/AM apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água chegou a apenas 28,2% em 2022, bem distante da mediana nacional (76,5%) e do próprio estado do Amazonas (82,0%), posicionando o município no percentil 5 do país — ou seja, entre os piores do Brasil. Essa cobertura, além de baixa, vem caindo: houve retração de -53,7% desde o pico de 61,0% em 2008, com oscilações que sugerem fragilidade na gestão do sistema. Agravando o cenário, a perda de água atingiu 70,0% em 2022, quase 2,5 vezes a mediana nacional (29,9%) e superior à mediana estadual (48,1%), colocando o município no percentil 97 — entre os piores índices de eficiência hídrica do país. Essa combinação de baixa cobertura com alto desperdício indica ineficiência estrutural grave na distribuição de água tratada.

O quadro de esgotamento sanitário é igualmente preocupante e conectado às emissões por resíduos. Apenas 54,3% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022, com queda de -23,2% frente a 2010 (70,7%), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (73,0%), no percentil 19. Consequentemente, o destino inadequado de dejetos atinge 25,9% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional (14,9%), no percentil 68. Essa deficiência sanitária se reflete nas emissões de resíduos por decomposição, que somaram 40.929 tCO₂e em 2024 — quase sete vezes a mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 92 — com crescimento constante de +47,7% desde 2010, evidenciando que a falta de tratamento adequado de esgoto e resíduos sólidos tem custo climático crescente.

No balanço geral de emissões, Tabatinga ainda figura como sumidouro líquido de carbono, com -794.314 tCO₂e em 2024, resultado da vegetação e cobertura florestal típicas da região amazônica, situando o município no percentil 1 nacional (quanto mais negativo, melhor nesse caso). Contudo, esse resultado é instável — em 2023 o município chegou a emitir positivamente (150.819 tCO₂e), sinalizando risco de perda de capacidade de absorção florestal. As emissões de energia, embora tenham caído -47,7% desde 2010, ainda estão acima da mediana nacional (37.265 tCO₂e vs. 18.929 tCO₂e), e a potência térmica fóssil instalada saltou de 528 kW para 20 MW a partir de 2021 (+3.779%), acima da mediana nacional (5 MW), indicando maior dependência de geração fóssil local.

Por fim, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 2,000, metade da mediana nacional (4,000) e abaixo da média estadual (3,113), no percentil 14 — o que, somado aos registros históricos de cheias (3 ocorrências) e secas (2 ocorrências) em 2016, reforça a vulnerabilidade hídrica do município. O conjunto dos indicadores aponta para a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, dado que a combinação de baix

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

35.4%

2024

9
41.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

59.0%

2024

11
13.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

54.3%

2022

19
23.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

25.9%

2022

32
11.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

20 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-794.314 tCO₂e

2024

99
12.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

40.929 tCO₂e

2024

8
47.7% no período

Emissões de energia

SEEG

37.265 tCO₂e

2024

36
47.7% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.