TabatingaSP

14.994 habitantes · IBGE 3552700

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Resumo socioambiental

Tabatinga/SP apresenta desempenho satisfatório em cobertura de saneamento básico, mas revela um retrocesso preocupante no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 91,0% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e no percentil 79, embora abaixo do pico de 98,8% registrado em 2022. A coleta de esgoto, em 90,8% (2024), também supera a mediana do país (59,9%) e situa-se no percentil 84. O ponto crítico é o tratamento de esgoto: caiu de 93,4% em 2023 para apenas 18,9% em 2024, uma queda de 75,6% no período, ficando abaixo da mediana nacional (33,3%) e do percentil 40. Essa combinação — alta coleta com baixíssimo tratamento — sugere que o esgoto está sendo captado mas não tratado adequadamente antes do descarte, com apenas 1 ETE registrada no município (2020), o que pode indicar sobrecarga, falha operacional ou desativação temporária da estação.

A perda de água na distribuição, de 22,1% em 2024, mostra melhora de 21,0% frente aos anos anteriores e está abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média estadual (28,2%), mas ainda representa desperdício relevante de um recurso tratado. Do lado do IBGE, o percentual de domicílios com coleta de resíduos (91,8%, 2022) e o baixo índice de destino inadequado (5,3%, 2022, com queda de 34,8% desde 2010) reforçam um quadro de infraestrutura urbana razoavelmente consolidada, embora o percentual de destino inadequado ainda esteja distante do desempenho estadual (1,0%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 86.559 tCO₂e em 2024, com leve alta de 0,9% ante 2023, mas em nível inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 36. Chama atenção o comportamento oposto dos dois principais setores: as emissões de resíduos subiram 29,0% desde 2010, alcançando 10.408 tCO₂e (2024) e superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 67), enquanto as emissões de energia recuaram 15,0%, para 11.757 tCO₂e, abaixo da mediana do país (18.929 tCO₂e). Esse crescimento persistente das emissões de resíduos, combinado com a queda abrupta no tratamento de esgoto no mesmo ano, aponta para uma possível fragilidade conjunta na gestão de resíduos sólidos e líquidos do município, que merece atenção prioritária dos gestores locais.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (0 em 2016, mesmo ano de referência nacional), o que limita a análise de risco hidrológico recente, mas não substitui o monitoramento contínuo diante da variabilidade observada na cobertura de água e nas perdas do sistema.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

91.0%

2024

79
7.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

90.8%

2024

84
8.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

18.9%

2024

40
75.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.1%

2024

70
21.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.8%

2022

82
0.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.3%

2022

75
34.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

86.559 tCO₂e

2024

64
0.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.408 tCO₂e

2024

33
29.0% no período

Emissões de energia

SEEG

11.757 tCO₂e

2024

61
15.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.