TacaimbóPE
14.277 habitantes · IBGE 2614709
Resumo socioambiental
Tacaimbó/PE apresenta um quadro de saneamento básico frágil e em deterioração recente, com sinais claros de perda de qualidade nos serviços de água e esgoto após 2021. A cobertura de água caiu de 81,6% (2021) para 62,5% (2024), ficando abaixo da mediana nacional (73,2%) e no percentil 35. A perda de água na distribuição saltou para 46,7% (2024), bem acima da mediana nacional (29,1%) e superior à média estadual (39,3%), indicando ineficiência operacional crescente que compromete o ganho de cobertura. A coleta de esgoto também recuou fortemente, de 81,2% (2021) para 35,6% (2024), abaixo da mediana nacional (59,9%), embora próxima da média de Pernambuco (37,6%). O tratamento de esgoto, em 34,1% (2024), está no percentil 50 nacional, mas também mostra queda frente ao pico de 60,5% em 2021, sugerindo que os investimentos e a gestão do sistema perderam capacidade nos últimos três anos.
Essa fragilidade no saneamento se reflete nos indicadores domiciliares do Censo: apenas 59,3% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022, e 35,3% apresentavam destino inadequado de dejetos, valor mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e no percentil 80 (pior faixa). A combinação de baixa cobertura, alta perda de água e destino inadequado de esgoto aponta para risco sanitário e ambiental relevante, especialmente pela pressão sobre recursos hídricos locais, tema agravado pelos registros de seca observados (13 ocorrências em 2016), embora sem série histórica recente para monitorar tendência.
No eixo climático, as emissões totais de GEE cresceram de forma acentuada, de 52.950 tCO₂e (2021) para 128.638 tCO₂e (2024), alta de 280,3% desde 2010, colocando o município próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 48). O principal motor dessa alta foi o setor de energia, que saltou de 33.091 tCO₂e (2021) para 99.059 tCO₂e (2024) — aumento de 1312% desde 2010 —, situando Tacaimbó no percentil 81 nacional, um patamar elevado que contrasta com sua potência solar instalada, estagnada em 103 MW desde 2010, ainda que acima da mediana nacional (908 kW, percentil 90). As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram de forma mais moderada (32,2% desde 2010, chegando a 6.728 tCO₂e em 2024), próximas da mediana nacional, mas coerentes com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, que também gera passivos de metano e poluição orgânica não contabilizados nesse indicador.
Em síntese, Tacaimbó combina retrocesso recente em saneamento com forte alta nas emissões de energia, exigindo atenção prioritária dos gestores para reverter perdas de água, retomar a expansão de coleta e tratamento de esgoto, e investigar as causas do salto expressivo nas emissões energéticas, mesmo diante de capacidade solar instalada relevante.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
62.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
35.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
34.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
46.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
59.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
35.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
103 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
103 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
103 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
128.638 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.728 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
99.059 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
