TacaratuPE
24.803 habitantes · IBGE 2614808
Resumo socioambiental
Tacaratu apresenta um quadro de saneamento básico crítico, especialmente no manejo de esgoto e resíduos sólidos. A cobertura de água atingiu 76,9% em 2022, com evolução expressiva desde 2008 (+94,9%) e valor próximo à mediana nacional (76,5%), embora ainda abaixo do patamar do Estado (86,7%). Em contraste, o tratamento de esgoto é praticamente inexistente, com apenas 1,6% em 2022 — muito distante da mediana nacional (37,7%) e da média estadual (35,7%), colocando o município no percentil 27, entre os piores do país nesse quesito. A perda de água na distribuição também é preocupante: 46,4% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (43,5%), posicionando Tacaratu no percentil 81 — ou seja, entre os municípios com maior desperdício hídrico, o que compromete a eficiência dos investimentos feitos na expansão da cobertura.
A gestão de resíduos sólidos é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta domiciliar caiu de 42,5% (2010) para 38,3% (2022), um retrocesso de -10,0%, enquanto o destino inadequado de resíduos atinge 51,6% dos domicílios, patamar muito superior à mediana nacional (14,9%) e à UF (14,8%), situando o município no percentil 93 — entre os piores do Brasil. Essa deficiência estrutural se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que cresceram +60,7% entre 2010 e 2024, chegando a 10.389 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 67.
No balanço climático geral, as emissões totais de GEE saltaram para 240.412 tCO₂e em 2024, um aumento de +511,1% em relação a 2010, com forte volatilidade na série (pico em 2020 e nova alta abrupta em 2024), superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 65. As emissões de energia, por sua vez, permanecem abaixo da mediana nacional (10.273 tCO₂e ante 18.929 tCO₂e, percentil 36), sinalizando que o aumento expressivo das emissões totais está mais associado a mudanças de uso da terra ou outras fontes não detalhadas neste dossiê do que ao setor energético.
Do ponto de vista da matriz energética renovável, Tacaratu destaca-se positivamente: a potência solar instalada de 10 MW supera amplamente a mediana nacional (908 kW, percentil 83), e a potência eólica de 179 MW também está acima da mediana (126 MW, percentil 61), com crescimento de +123,9% desde 2015. Contudo, os registros históricos de eventos climáticos extremos em 2016 — 1 registro de cheia e 18 registros de seca, este último no percentil 98 nacional — reforçam a vulnerabilidade hídrica do município, que já convive com altas taxas de perda de água na distribuição. Para os gestores, o desafio prioritário é romper o descompasso entre a expansão da cobertura de água e o quase nulo tratamento de esgoto, associado à precariedade da coleta de resíduos, que juntos ampliam riscos sanitários e pressionam as emissões municipais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
61.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
24.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
29.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
53.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
38.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
51.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
189 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
10 MW
2024
Potência eólica
ANEEL (SIGA)
179 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
10 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
240.412 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
10.389 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
10.273 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
18
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
