Taipas do TocantinsTO

2.086 habitantes · IBGE 1720937

IA

Resumo socioambiental

Taipas do Tocantins apresenta em 2022 cobertura de água de 94,9%, patamar superior à mediana nacional (76,5%) e à média do Tocantins (86,6%), posicionando o município no percentil 78. Contudo, esse avanço convive com perda de água elevada, de 50,0%, bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,3%), colocando o município no percentil 85 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. A trajetória histórica mostra que a perda cresceu 9,9 pontos percentuais no último ano, indicando fragilidade na gestão operacional da rede, mesmo com a expansão da cobertura observada desde 2020.

No saneamento de resíduos, a coleta domiciliar atinge 76,5% em 2022, próxima da mediana nacional (76,9%) mas abaixo da média estadual (79,1%), refletindo posição mediana (percentil 49). Já o destino inadequado de domicílios, de 23,5%, é significativamente pior que a mediana nacional (14,9%) e igual à UF, situando o município no percentil 65 apesar da melhora de 17 pontos percentuais desde 2010. Essa combinação de coleta mediana com destinação inadequada elevada sugere que parte dos resíduos coletados ou não coletados ainda segue disposição imprópria, o que é coerente com o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 905 para 1.256 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+38,7%) — embora esse volume seja muito baixo frente à mediana nacional (6.191 tCO₂e), colocando o município no percentil 3.

As emissões totais de GEE, no entanto, são a maior preocupação ambiental: 420.529 tCO₂e em 2024, um salto de 372,1% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 77. O componente energia chama atenção pelo crescimento explosivo (+3.054%, de 110 para 3.455 tCO₂e), embora ainda represente fração pequena do total e esteja abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). O grosso das emissões municipais provavelmente decorre de mudança de uso da terra e agropecuária, não capturado pelas categorias detalhadas aqui, o que merece investigação adicional pelos gestores.

Em relação a eventos hidrológicos, não há registros de cheia em 2016, mas há 2 registros de seca observada, valor abaixo da mediana estadual (43) mas acima da mediana nacional (0), com percentil 64. Combinados, os indicadores mostram que Taipas do Tocantins avançou na cobertura de água, mas enfrenta desafios estruturais de eficiência hídrica, destinação de resíduos e controle de emissões, exigindo investimentos prioritários em redução de perdas na rede e em gestão de resíduos sólidos para reverter tendências negativas recentes.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

94.9%

2022

78
0.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

50.0%

2022

15
9.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

76.5%

2022

49
6.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

23.5%

2022

35
17.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

420.529 tCO₂e

2024

23
372.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.256 tCO₂e

2024

97
38.7% no período

Emissões de energia

SEEG

3.455 tCO₂e

2024

86
3054.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.