TaipuRN

11.716 habitantes · IBGE 2413904

IA

Resumo socioambiental

Taipu/RN apresenta um quadro de saneamento básico frágil e distante dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 62,7% em 2022, valor bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do Rio Grande do Norte (79,8%), posicionando o município no percentil 33 do país. Chama atenção a queda recente em relação ao pico de 71,2% em 2020, além da perda de água na distribuição, que permanece elevada em 59,6% (2022) — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média estadual (46,1%), colocando o município no percentil 92, entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa combinação de baixa cobertura com alto desperdício indica ineficiência operacional relevante no sistema de abastecimento.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. Embora a coleta de esgoto tenha sido registrada em 100,0% em 2012 (dado desatualizado, sem série recente), o tratamento de esgoto é 0,0% desde então, enquanto a mediana nacional em 2022 já alcança 37,7%. Essa ausência de tratamento é agravada pelo quadro de resíduos sólidos: apenas 56,4% dos domicílios têm coleta (percentil 21, abaixo da mediana nacional de 76,9% e da UF, 86,4%), e 37,4% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos, taxa muito superior à mediana nacional (14,9%) e à estadual (9,3%), situando Taipu no percentil 83 — entre os piores do país. Essa lacuna na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões: as emissões de resíduos cresceram +29,4% entre 2010 e 2024, atingindo 7.652 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 58), configurando uma trajetória oposta à esperada e coerente com a baixa cobertura de coleta.

Por outro lado, o balanço geral de emissões de GEE do município é relativamente favorável: 75.242 tCO₂e em 2024, com queda de -16,5% desde 2010, e posicionamento no percentil 32 (abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e). As emissões de energia também recuaram levemente (-0,8%) e estão bem abaixo da mediana nacional, no percentil 23. Contudo, o aumento pontual de emissões totais entre 2022 e 2023 sugere reversão parcial da tendência de queda, que merece monitoramento. Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas há 6 registros de seca, valor no percentil 79 nacional, indicando exposição moderada a estiagens, o que reforça a necessidade de atenção à eficiência hídrica dado o alto índice de perdas já identificado.

Em síntese, Taipu enfrenta desafios estruturais em saneamento — especialmente ausência de tratamento de esgoto e gestão inadequada de resíduos — que pressionam tanto a saúde pública quanto as emissões municipais, enquanto o desempenho em energia e emissões totais é comparativamente positivo. Investimentos prioritários em coleta e tratamento de esgoto, redução de perdas de água e ampliação da coleta de resíduos são as frentes mais urgentes para rever

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

29.6%

2024

7
14.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2012

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2012

Perda de água

SNIS/SINISA

53.1%

2024

14
8.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

56.4%

2022

21
11.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.4%

2022

17
24.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

75.242 tCO₂e

2024

68
16.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.652 tCO₂e

2024

42
29.4% no período

Emissões de energia

SEEG

5.538 tCO₂e

2024

77
0.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.