TamandaréPE

24.534 habitantes · IBGE 2614857

IA

Resumo socioambiental

Tamandaré/PE apresenta indicadores de saneamento básico consistentemente superiores às médias nacional e estadual. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (86,7%), com evolução de +19,6% desde 2008. A coleta de esgoto também alcançou 100,0% em 2021 (percentil 100), resultado de um salto expressivo a partir de 2012, quando saiu de apenas 3,9% para universalização. Contudo, o tratamento de esgoto, embora acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (35,7%), está em trajetória de queda: caiu de 83,0% em 2013 para 46,3% em 2022, sinalizando possível descompasso entre a expansão da coleta e a capacidade de tratamento, especialmente considerando que o município conta com apenas 1 ETE (2020), no limiar da mediana nacional.

A perda de água na distribuição, embora tenha recuado significativamente (-36,2% desde 2008), permanece elevada em 48,9% (2022), acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (43,5%), posicionando o município no percentil 84 (pior situação relativa). Esse desperdício representa ineficiência operacional relevante mesmo diante da universalização formal do abastecimento. Já a coleta de resíduos domiciliares (73,8%, 2022) está abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (76,8%), e o destino inadequado de dejetos, apesar da melhora expressiva (-36,1% desde 2010), ainda atinge 17,6% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%).

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram 57,9% entre 2010 e 2024, chegando a 54.030 tCO₂e, valor bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), puxado principalmente pela redução nas emissões de energia (-72,2%). Em contraste, as emissões de resíduos cresceram 63,5% no período, atingindo 15.445 tCO₂e (2024), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 78), o que reflete diretamente a lacuna entre coleta e tratamento de esgoto/resíduos já identificada nos indicadores de saneamento.

Em síntese, Tamandaré destaca-se pela universalização do acesso à água e à coleta de esgoto, superando amplamente os parâmetros nacionais, mas enfrenta desafios estruturais de eficiência e sustentabilidade ambiental: perdas de água elevadas, queda no tratamento de esgoto e crescimento das emissões de resíduos indicam a necessidade de investimentos em infraestrutura de tratamento e redução de perdas para consolidar os ganhos de cobertura já obtidos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

79.8%

2024

60
17.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

79.8%

2024

69
1963.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

31.3%

2024

49

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.8%

2024

19
40.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

73.8%

2022

45
1.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.6%

2022

45
36.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

3 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

54.030 tCO₂e

2024

77
57.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.445 tCO₂e

2024

22
63.5% no período

Emissões de energia

SEEG

21.453 tCO₂e

2024

47
72.2% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.