TamaranaPR
10.645 habitantes · IBGE 4126678
Resumo socioambiental
Tamarana/PR apresenta em 2024 cobertura de água de 61,8%, abaixo da mediana nacional (73,2%) e do Paraná (89,5%), posicionando o município no percentil 34. A série histórica mostra grande instabilidade, com um pico atípico de 83,9% em 2022 seguido de queda para 49,0% em 2023 e recuperação parcial no último ano, sugerindo possível inconsistência de reporte ou obras pontuais de expansão não sustentadas. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que atinge 40,7% em 2024 — bem acima da mediana nacional (29,1%) e da própria UF (29,0%) —, indicando ineficiência operacional significativa no sistema de abastecimento, com tendência de piora desde 2010 (23,8%).
O saneamento de esgoto revela um quadro ainda mais crítico: a coleta caiu para 40,0% em 2024, uma retração de -36,9% desde 2016, quando chegava a 63,5%, situando o município no percentil 31 nacional. Chama atenção que o tratamento de esgoto (45,4%) supera proporcionalmente a coleta (40,0%) e está acima da mediana nacional (33,3%), o que é estatisticamente incomum e sugere possível defasagem ou inconsistência entre as bases SNIS que alimentam os dois indicadores. Com apenas 1 ETE registrada desde 2020 e destinação inadequada de resíduos domiciliares em 24,3% (2022) — acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima do Paraná (5,6%) —, o município enfrenta desafios estruturais tanto em coleta quanto em disposição final, o que também se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram levemente para 6.981 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram para 82.976 tCO₂e em 2024, uma redução expressiva de -43,9% desde 2010, mantendo o município abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Entretanto, essa trajetória positiva é puxada por outros setores, pois as emissões de energia dispararam +77,3% no período, atingindo 57.571 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 73 —, com aceleração acentuada a partir de 2019. A matriz energética local permanece estagnada, com potência hidráulica (10 MW) e biomassa (456 kW) inalteradas desde 2010, esta última bem abaixo da mediana nacional (5 MW), limitando a diversificação de fontes renováveis locais.
Em síntese, Tamarana combina fragilidades operacionais em água e esgoto — perdas elevadas, queda na coleta e disposição inadequada de resíduos — com uma tendência preocupante de crescimento nas emissões de energia, mesmo com o balanço geral de GEE em queda. A ausência de investimentos aparentes em novas ETEs ou expansão de potência renovável desde a última década sugere a necessidade de priorização de recursos para reduzir perdas hídricas e modernizar a infraestrutura de saneamento, condições que impactam diretamente a qualidade ambiental e a resiliência do município frente a eventos climáticos, como os registros de cheia já observados em 2016.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
61.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
40.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
45.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
40.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
73.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
24.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
10 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
10 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
82.976 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.981 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
57.571 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
