TamboaraPR

4.979 habitantes · IBGE 4126702

IA

Resumo socioambiental

Tamboara/PR apresenta quadro socioambiental favorável no saneamento básico, com destaque para a cobertura de água que atingiu 100,0% em 2022, patamar bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (96,1%), posicionando o município no percentil 91 do país. A perda de água, contudo, subiu para 19,4% em 2022 (variação de +16,8% desde 2008), embora ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,6%), indicando espaço para melhoria operacional na distribuição apesar do bom desempenho relativo.

No manejo de resíduos sólidos, a coleta domiciliar alcançou 89,9% em 2022, superando a mediana nacional (76,9%) e próxima da média paranaense (90,0%). O destino inadequado de resíduos caiu significativamente, de 13,1% em 2010 para 8,4% em 2022 (-35,6%), refletindo avanço na gestão, embora o percentual ainda esteja acima do valor de referência estadual (5,6%). Chama atenção a existência de apenas 1 unidade de destinação registrada (2024-2025), no limite da mediana nacional, mas muito aquém das 53 unidades médias do estado, o que pode representar vulnerabilidade logística caso a demanda cresça.

Em emissões de GEE, Tamboara emitiu 88.950 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com trajetória oscilante desde 2010. As emissões de energia caíram expressivamente, de 5.747 para 1.763 tCO₂e (-69,3%), sinalizando transição energética positiva, mesmo mantendo potência térmica fóssil estável em 10 MW desde 2012. Em contraste, as emissões de resíduos cresceram 42,2% no período (de 1.468 para 2.089 tCO₂e), movimento coerente com o aumento da cobertura de coleta domiciliar, que amplia o volume de resíduos processados e, consequentemente, as emissões associadas ao setor.

Do ponto de vista hídrico, o município não registrou eventos de cheia ou seca em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 5.000, superior à mediana nacional (4.000) e à média estadual (4.175), posicionando Tamboara no percentil 100 nesse indicador. Esse cenário sugere resiliência hídrica de longo prazo, que deve ser conciliada com o monitoramento contínuo das perdas de água e da expansão da infraestrutura de destinação de resíduos para sustentar os ganhos socioambientais já alcançados.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

91.3%

2024

79
6.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.7%

2024

76
7.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.9%

2022

77
3.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.4%

2022

65
35.6% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

10 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

88.950 tCO₂e

2024

63
9.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.089 tCO₂e

2024

87
42.2% no período

Emissões de energia

SEEG

1.763 tCO₂e

2024

94
69.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.