TangaráRN

13.602 habitantes · IBGE 2414001

IA

Resumo socioambiental

Tangará/RN apresenta desempenho destacado em abastecimento de água, com cobertura de 100,0% em 2024, bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média do Rio Grande do Norte (75,1%), posicionando o município no percentil 100 do país. A coleta de esgoto também atinge 100,0% (2021), muito superior à mediana nacional (59,9%) e ao patamar estadual (33,8%), reforçado pela presença de 7 ETEs no município em 2020 — número expressivo frente à mediana nacional de apenas 1 unidade. Entretanto, o tratamento efetivo do esgoto coletado ainda é limitado, alcançando 24,2% em 2022, abaixo da mediana nacional (33,3%) e do índice estadual (39,8%), evidenciando um gargalo entre a infraestrutura de coleta e a capacidade real de tratamento.

A perda de água na distribuição, embora tenha recuado de 54,5% em 2010 para 36,1% em 2024, permanece acima da mediana nacional (29,1%), ainda que abaixo da média do RN (40,7%). A trajetória mostra melhora expressiva até 2017 (20,9%), seguida de reversão nos últimos anos, o que sugere perda de eficiência operacional recente e aponta para necessidade de investimentos em manutenção da rede. Em relação aos resíduos domiciliares, o destino inadequado caiu de 21,3% (2010) para 11,2% (2022), aproximando-se do padrão nacional (14,9%), embora ainda acima do índice estadual (9,3%).

No âmbito das emissões de GEE, o município registrou 83.426 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com trajetória oscilante e pico em 2023 (115.637 tCO₂e). Chama atenção o crescimento constante das emissões por resíduos, que passaram de 5.727 tCO₂e (2010) para 8.193 tCO₂e (2024) — alta de 43,1% —, superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e indicando pressão crescente do setor de resíduos sólidos sobre o perfil de emissões local, coerente com os desafios ainda existentes no tratamento de esgoto. As emissões de energia, por sua vez, recuaram 12,5% no período, fechando 2024 em 26.596 tCO₂e, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Do ponto de vista hidroclimático, os registros de 2016 indicam 1 evento de cheia e 12 registros de seca, este último no percentil 90 nacional, sinalizando vulnerabilidade relevante a estiagens que merece atenção na gestão de recursos hídricos, especialmente considerando os ganhos já obtidos na cobertura de água potável.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
45.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2021

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

24.2%

2022

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

7

2020

98
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

36.1%

2024

35
33.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.7%

2022

66
7.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.2%

2022

58
47.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

83.426 tCO₂e

2024

65
10.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.193 tCO₂e

2024

40
43.1% no período

Emissões de energia

SEEG

26.596 tCO₂e

2024

43
12.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.