Tanque d'ArcaAL

5.909 habitantes · IBGE 2709004

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Resumo socioambiental

Tanque d'Arca/AL apresenta quadro socioambiental preocupante no eixo saneamento, com sinais de deterioração recente na gestão da água. A cobertura de abastecimento caiu para 69,4% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e após oscilação abrupta na série histórica — de 100,0% em 2022 para 48,0% em 2023 —, o que indica instabilidade operacional do sistema. Mais grave é a perda de água, que saltou de 14,6% em 2020 para 61,2% em 2024 (variação de +318,2%), posicionando o município no percentil 91 nacional, ou seja, entre os piores do país nesse indicador, embora ainda ligeiramente abaixo da média estadual (63,1%), que também é crítica.

No saneamento básico domiciliar, a coleta de resíduos atingiu 67,7% em 2022, evoluindo desde 2010 (55,6%), mas ainda abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,1%), no percentil 36. O destino inadequado de domicílios, embora em queda (de 44,4% para 29,6% entre 2010 e 2022), permanece bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (13,0%), situando o município no percentil 74 — um dos piores do país. Essa lacuna em destinação adequada de resíduos ajuda a explicar por que as emissões de resíduos cresceram +14,7% no período recente (2.756 tCO₂e em 2024), na contramão da tendência geral de queda das emissões totais do município.

As emissões totais de GEE somaram 32.056 tCO₂e em 2024, com recuo de 3,1% frente ao ano anterior e bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 13 — perfil de baixo impacto relativo. Chama atenção a zeragem completa das emissões de energia desde 2018, contrastando com o crescimento da fração de resíduos, que hoje representa parcela crescente do total emitido, sinalizando que a gestão de resíduos sólidos é hoje o principal vetor de pressão ambiental do município nesse componente.

Os registros de eventos extremos (1 cheia e 2 secas em 2016) são pontuais na série disponível, mas já indicavam exposição hidroclimática compatível com o cenário estadual, historicamente mais afetado por secas (672 registros na UF) do que por cheias (70). Em conjunto, os dados sugerem que a prioridade de gestão deve recair sobre a redução de perdas hídricas e a ampliação da destinação adequada de resíduos, dois pontos em que o município está distante da média nacional e que, se não enfrentados, tendem a agravar tanto a segurança hídrica quanto as emissões associadas a resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

69.4%

2024

45
20.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

61.2%

2024

9
318.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

67.7%

2022

36
21.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.6%

2022

26
33.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

32.056 tCO₂e

2024

87
3.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.756 tCO₂e

2024

78
14.7% no período

Emissões de energia

SEEG

0 tCO₂e

2024

99
100.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.